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Crítica - Atividade Paranormal

Tenha medo, muito medo. Tenha medo quando fazem uma propaganda enorme sobre um filme. Ou aquele filme é muito bom ou a superestimação é imensurável. Atividade Paranormal cabe entre os dois grupos, é um filme bom, mas também é superestimado. Essa história de "não assista sozinho" ou "os pesadelos estão garantidos" é puro marketing. Algumas cenas assustam, mas nada que tire o sono, como as cenas de O Exorcista tiram (sim, tiram até hoje). A maioria dos bons sustos estão no trailer, embora alguns bons ainda estão reservados no longa íntegro. A febre dos filmes no estilo "não pare de filmar" como Cloverfield, Rec e A Bruxa de Blair (pioneiro oficial no estilo) parece não parar, e até agora essa tal febre só ocorreu em filmes de suspense, até agora a febre não me cansou, ainda rende boas e originais cenas, não sei até quando, mas Oran Peli aproveitou e bebeu dessa fonte enquanto a água ainda está potável. Dos filmes filmados neste estilo, Atividade Paranormal talvez seja o menos interessante, mas ainda assim é um bom filme.

Odeio fazer comparações, mas estas são inevitáveis. A primeira é com o filme A Bruxa de Blair, a qual a única semelhança que atribuo seja o estilo. As semelhanças estão mais voltadas a Rec e Arraste-me Para o Inferno (!). A Rec por usar e abusar dos efeitos sonoros e do breu predominante. E a Arraste-me Para o Inferno por se tratar de um espírito demoníaco que atormenta uma mulher. E é aí que as comparações aparecem: em minha opinião faltou "atormentação", ou seja, acho que o demônio foi muito bonzinho com a protagonista. Ele mais fazia barulhos e batia portas do que realmente assombrar. São poucas as vezes que ele realmente parte para ignorância, diferente do filme dirigido por Sam Raimi: o demônio realmente atormenta. Joga a pobre moça para o alto e para os lados, faz com que a vida da pobre rapariga vá por água abaixo e faz com que a coitada tenha fortes alucinações. Essa garota sim sofreu. Pra mim, o filme de Raimi foi mais assustador, os sons assustavam mais, as cenas eram mais impactantes e a tensão era alta. Já no longa de Peli, a tensão acontece em alguns momentos, caindo sempre quando a luz do dia aparece. As melhores partes do longa estão nas filmagens noturnas em que a entidade aparece. De dia a tensão cai, o clima cai, e o filme perde o ritmo com diálogos desnecessários e repetitivos.

Oren Peli sabe dirigir muito bem suas cenas noturnas, mas as quem mostram os conflitos entre o casal, Peli deixa a desejar, não compromete o resultado do longa, mas faz o ritmo cair. A monotonia torna-se presente quando o casal briga e discute as mesmas coisas a todo o momento. Várias vezes os dois conversam exatamente as mesmas coisas sobre Ouija. A obsessão de Micah irrita. O homem não desliga a câmera em momento algum. Até mesmo quando sua namorada grita pedindo por socorro ele leva sua câmera para filmar o que se passa. Acho que nenhum ser humano racional continuaria filmando ao ver que a situação estava se agravando. A coragem de Micah também soa, ás vezes, absurda. Sem saber o que se esconde atrás da porta, Micah a abre sem medo, coisa que nenhuma outra pessoa faria na pele dele.

A direção de Peli se basea nos improvisos, a câmera guiada pelos próprios atores, creio eu, recebe poucas interferências do diretor. O roteiro também debruça-se nos improvisos, e ás vezes os diálogos se repetem. Apesar de ter custado apenas onze mil (será?), o filme é bem feito. Os onze mil parecem ser muito bem usados, os atores até que fazem bem sua parte, mas parece que o filme (roteiro, direção e atuações ) está todo voltado apenas para as cenas em que a entidade está envolvida. O resto também é bom, mas parece não ter o mesmo cuidado que as noturnas e de horror.

Os dois finais:
Leia os parágrafos a seguir apenas se já assistiu o filme

O final original de Oren Peli: Katie levanta da cama por volta das três horas da madrugada. Fita Micah por um tempo e desce para a cozinha. De lá, dá um grito. Micah acorda assustado e desce correndo. De lá gritos são ouvidos. Katie grita sem parar, de repente ouve-se o grito de Micah. Nada pode ser visto, afinal a câmera ficou no quarto. Apenas pode-se ouvir os gritos. Katie volta pro quarto com a roupa ensanguentada e com uma faca na mão. Senta no chão, ao lado da cama e lá permanece se balançando para trás e para frente durante uma noite e um dia. O telefone toca, mas ela ignora. Uma amiga de Katie chega na residência, se depara com o cadáver de Micah e sai da casa. Chama a polícia que minutos depois chega. Os policiais entram na casa, acham o corpo de Micah no chão da cozinha e sobem. No quarto, acham Katie sentada na mesma posição e do mesmo jeito: se balançando. Eles pedem para ela soltar a faca, ela ouve as vozes dos policiais e se levanta atordoada perguntando por Micah. Ela vai até os policiais. A porta do closet se bate sozinha, um dos policiais se assusta e dispara contra Katie ferindo-a ou matando-a. O filme termina com uma foto e uma dedicação ao casal.

O final de Steven Spielberg: Katie levanta ás três horas da madrugada. Fita Micah por um tempo, o lençol que cobria Micah cai da cama sem interferência humana. Katie, possuída, caminha até o lado que Micah está deitado. Segundos depois, desce para cozinha. De lá, grita. Micah acorda assustado e desce para ver o que se trata. Gritos são ouvidos. Segundos depois o corpo de Micah é jogado contra a câmera que cai. Katie se aproxima, se abaixa, fita a câmera, ri ironicamente e ataca a câmera. O filme acaba dizendo: "O corpo de Micah foi encontrado pela polícia um tempo depois" "O corpo de Katie nunca foi encontrado".

Nenhum dos finais possui créditos.

Particularmente gostei bastante dos dois finais. Os dois são ótimos. O primeiro encerra o filme, completa, dá um fim objetivo. Já o segundo deixa o final em aberto, já que o corpo de Katie não foi encontrado. Em compensação, o segundo final soa mais assustador, tanto pela situação quanto pelos efeitos sonoros aterradores. Os sustos são mais garantidos no segundo, mas a satisfação final é mais garantida com o primeiro final. Os dois são muito bons, é difícil escolher o melhor, talvez eu escolho o primeiro, por completar o filme, de não deixá-lo subjetivo, e não deixa de ser assustador. Escrevi o segundo como se fosse de Spielberg, pois foi o cineasta que idealizou a refilmagem do final. Peli mandou um DVD exclusivo para a DreamWorks, um dos responsáveis da empresa mandou o DVD para Spielberg que assistiu o filme, adorou, mas deu ideia para Peli refilmar o final, alterando algumas cenas, retirando umas e acrescentando outras. Spielberg deu algumas ideias e financiou a refilmagem. Notem, no final de Peli, que ao fundo a luz do closet acende e apaga sozinha, e antes do policial disparar o tiro, a porta do fundo se bate violentamente, e creio que foi devido ao barulho da batida que o policial tenha atirado. Dois finais bons, um assustador e outro completo. Difícil escolher.

Nota: 6,5

Matheus Pereira

4 comentários:

Caramba Matt! Eu te amo (com todo o respeito...kkkk)! Finalmente alguém tirou minha dúvida a respeito dos famosos dois finais! Quanto ao filme, não passei dos 15 minutos iniciais. Achei muito chato...Por mim o fantasma podia acabar com os dois já na 1ª noite e nos poupar de tanto aborrecimento...rsrsrsrsr

14 de dezembro de 2009 11:55  

Como escrevi em minha crítica, falta movimento no filme, falta ação, são apenas diálogos e argumentos repetitivos, mas ainda assim o filme é bonzinho. Sobre os dois finais, qualquer dúvida pode me consultar, assisti os dois e li sobre eles, uma curiosidade, inclusive, é que Spielberg devolveu o DVD de "Atividade Pranormal" em um saco preto de lixo lacrado, pois achava que o filme era amaldiçoado, pois depois do término do longa Spielberg ficou inexplicavelmente trancado na própria casa, saindo de lá apenas com a chegada de um chaveiro. Verdade ou não, isso só alavancou a fama do filme.

14 de dezembro de 2009 17:33  

Matt, no início, tu fala dos sustos de Exorcista, um filme que nunca me assustou e o acho apenas nojento. Atividade Paranormal não explica o fenômeno que virou. Cloverfield é bacana, melhor que Godzilla. Bruxa de Blair é tenso. Mas sei lá, os filmes de terror, não são aterrorizantes assim.

17 de janeiro de 2010 14:32  

eu acredito em existencia sobrenatural na terra, acho que as pessoas não vão para o ceu ou para o inferno e sim ficam aqui rodando na terra, as boas sao colocadas como anjos e as ruins ficam aqui na terra querendo atormentar as pessoas e a qualquer horas estao dispostas a assustar todos os idiotas que nao acreditam em coisas inrreais. NO FILME: sim, eu acreditei assisti ele sozinho e acabei me desisperanu sainu loucamente na rua angustiada ,e eu acho que essas pessoas que tentam
nao acreditar em filmesé poruqe estão com medo da existencia dissu na terra, e enquanto nao acontecer e eles nao verem com os proprios olhos eles nao ficaram quietos . para mim defendo maiis esse tpo de existencia do que a existencia de deus.

11 de abril de 2010 18:22  

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