TOP 10
Por Matheus Pereira
2009 se acabando, arrependimentos e agradecimentos são constantes. O último dia do ano é para se pensar nos erros e tentar não cometê-los no próximo ano. O ano de 2009 foi um bom ano para o cinema. Um ótimo ano, na verdade. Particularmente achei melhor que o ano de 2008. Este ano o famoso “TOP 10” pareceu tão pouco diante de tantos bons filmes. Poderia listar um TOP 20 tranquilamente, mas prefiro ser clássico, e seguir a famosa risca. A seguir segue a lista dos 10 melhores filmes de 2009, lançados comercialmente no país este ano. Você irá notar que o filme Guerra ao Terror consta na lista e que este fora lançado diretamente em DVD, mas é impossível deixá-lo de fora. Espero que gostem:
1º

Muitos se perguntam quão revolucionário é Avatar. Eu não sei dizer o quanto, só sei dizer que é. E não precisa esperar alguns meses ou anos para constatar isso. Está ali, na tela. James Cameron mostra pra todo mundo um novo mundo, repleto de cores, plantas estranhas, belas e brilhantes, e animais enormes, ferozes e incríveis. A história é um pouquinho ultrapassada, clichê e alguns diálogos são de “efeito”? Pode até ser, mas nada disso enfraquece o poder de Avatar. Titanic tinha os mesmos erros, mas hoje, é reconhecido como um dos maiores espetáculos cinematográficos da história. E é como eu sempre digo: você pode ter uma história ruim e com erros nas mãos, mas se você souber contá-la, ela pode se tornar a maior e melhor história de todos os tempos. Cameron faz isso, com uma história um tanto velhinha e clichê, ele sabe contá-la de maneira magistral, transformando-a na melhor história (filme) do ano.
2º
Há um bom tempo David Fincher vem se mostrando o melhor e mais competente cineasta da atualidade. Reconhecido como o melhor de sua geração, Fincher entrou para a seleta lista dos cineastas jovens que se tornam gênios em seus primeiros filmes, como Martin Scorsese e Paul Thomas Anderson. O reconhecimento mundial veio com a obra-prima Clube da Luta. Antes disso, Fincher dirigira Alien 3 e Se7en. Depois de Clube da Luta vieram o divertido O Quarto do Pânico e o excelente Zodíaco. Mas foi em 2009 que o cineasta voltou para mostrar seu perfeccionismo e cravar seu nome para sempre na história do cinema com o seu perfeito O Curioso Caso de Benjamin Button. Infelizmente Fincher entrou também, para a lista dos cineastas mais injustiçados da história, que também incluem os mesmos Scorsese e Anderson, todos eles (com exceção do primeiro que recebeu o primeiro Oscar com mais de sessenta anos...) nunca receberam um Oscar. Anderson por Sangue Negro e Fincher por este perfeito trabalho.
3º

Em meio a tantas séries de TV, livros (para estes há de ser criado um espaço só pra eles nas livrarias, tamanha quantidade de livros sobre os sugadores) e filmes, um se sobressaiu. Enquanto um fez um sucesso inacreditável nas bilheterias, outro chegou com atraso nas terras brasileiras. Inteligente e repleto de metáforas, Deixa Ela Entrar é o melhor exemplar do terror do ano, e o melhor: é sueco, e não americano. Baseado em um livro do próprio roteirista, Deixa Ela Entrar e dirigido com maestria por Thomas Alfredson que opta em dar ênfase à amizade das crianças e ao roteiro do que às cenas de violência ou efeitos especiais (estes quando aparecem são usado em prol da história, não em detrimento). Com cenas chocantes (a cena em que a menina de treze/quatorze anos aparece nua causou polêmica e longos e longos debates em fóruns e chats) roteiro inteligente e educado (afinal, foi o único que tratou a cultura vampírica com respeito e perfeição)e um elenco sensacional (destaque para Kare Hederbrant e Lina Leanderson), Deixa Ela Entrar assusta e faz pensar, feito alcançado por um filme lançado nos já longínquos anos 1999, por um certo Shyamalan. Pena que pouquíssimos foram os sortudos que assistiram essa obra-prima do cinema mundial.
4º
Quando um cineasta faz duas ou três obras-primas, ou ele tem de parar para pensar num projeto digno de sua carreira até ali ou ele vira um diretor nada modesto. Quentin Tarantino se encaixa nas duas formas: após lançar obras-primas do cinema como Cães de Aluguel e Pulp Fiction, Tarantino sentou, pensou e colocou seu projeto mais ambicioso em prática. Mas este mesmo projeto veio acompanhado de uma falta de modéstia do diretor, auto-proclamando seu filme como obra-prima. Além de ser o filme mais esperado do cineasta até então, o homem proclamou o longa como obra-prima fazendo com que a expectativa aumentasse em proporções inimagináveis. Tarantino juntou um elenco um tanto desconhecido (o nome mais conhecido é o de Brad Pitt, o segundo é o de Eli Roth...), uma história original e maluca (bem ao seu modo) uma ótima equipe técnica e começou a filmar a “obra definitiva sobre a 2ª guerra”. No final, fez um bom sucesso nas bilheterias, foi aclamado pela crítica, fora indicado ao Globo de Ouro e a vários outros prêmios e um dos mais cotados a ser finalista no Oscar de 2010. Contando com a melhor atuação masculina do ano (Christoph Waltz, extrapola e dá um aula de atuação e idiomas)e o roteiro mais divertido Inglorious Basterds é sensacional. Tarantino voltou a brilhar ante aos holofotes, lugar de onde, realmente, nunca saiu.
5º

Como juntar política, jornalismo e uma enxurrada de diálogos sem tornar a história chata? Ron Howard parece que descobriu o modo de preparo e lançou uma pequena obra prima que mistura política, jornalismo e constantes diálogos, mas que incrivelmente não é chata, ao contrário, é divertida, é dinâmica. Precisa saber apenas que o ex-presidente dos EUA, Nixon, fizera uma burrada, e que o playboy da televisão da época, Frost, decidiu entrevistá-lo como uma forma de extrair importantes informações, uma confissão, e o mais importante: audiência. Frank Langella dá uma aula de interpretação como presidente arrependido, mas casa grossa. Mas o destaque vai mesmo para Michael Shenn, perfeito como Frost. Shenn incorpora perfeitamente os medos e objetivos do apresentador, mostra seus pontos fracos, seus sonhos e, é claro, explora seus pontos fortes, escondidos desde o princípio. O elenco coadjuvante funciona como um time em perfeita harmonia. Desde um Kevin Bacon centrado até um Sam Rockwell, ótimo como sempre. Adaptado de maneira magistral de uma famosa peça de teatro e incrivelmente dirigido pelo regular Ron Howard, Frost/Nixon surpreende, tamanho seu poder em fazer com que um simples diálogo pareça uma tensa luta de boxe.
6º
Este é o único da lista que fora lançado diretamente em DVD aqui no país, mas igual aos outros, foi lançado este ano no Brasil. Há filmes que você tem de falar várias e várias vezes, lembro que escrevi incontáveis críticas e comentários sobre Sangue Negro, hoje, não agüento escrever sobre o filme, apesar de considerá-lo a segunda melhor obra-prima da década do cinema (depois de O Senhor dos Aneis, lógico). Com Guerra ao Terror acontece a mesma coisa. Apesar de achar o filme excelente, eu já estou cansado de falar sobre ele. Todo momento alguém comenta sobre o filme na internet, lá vou eu comentar, tenho de escrever uma crítica para o blog, lá vou eu escrever, vou analisar os favoritos ao Oscar e lá está The Hurt Locker, vou separar os melhores do ano e lá está The Hurt Locker. Kathryn Bigelow constrói aqui um profundo e detalhado estudo das vontades e das escolhas humanas. Logo no início lemos a seguinte frase: “A Guerra é uma droga”. Logo de início não entendemos a mensagem, mas nos minutos finais da projeção entendemos perfeitamente o motivo da guerra ser uma droga. E é nesses pequenos momentos que constatamos a inteligência da direção e do roteiro extremamente original. Editado de maneira primorosa e com atuações dignas de prêmios (Jeremy Renner esta excelente), Guerra ao Terror perfeito técnica e narrativamente. Filme de guerra dirigido por uma mulher resulta num filme de guerra com alma e coração.
7º

Existe essa tal magia do cinema? Para alguns sim, para outros não passa de um rótulo ou um marketing. Mas pense um pouco, a magia do cinema existe com certeza. Basta assistir filmes como Distrito 9 que conseguimos comprovar a existência de tal magia. “Mas onde raios está a magia em um filme com alienígenas e que se passa na África?”, você pode se perguntar. Bem, a magia está na concepção do filme: custando míseros 30 milhões de dólares (custo de uma comédia regular) o diretor Neill Blomkamp (estreante) e o produtor Peter Jackson (dispensa apresentações) fizeram praticamente o impossível. Esticaram ao máximo o orçamento. O resultado se vê na tela: efeitos especiais de primeira (os alienígenas são perfeitos, as armas e veículos são excelentes, com destaque para a máquina da última meia hora), tudo é com o realismo em primeiro lugar. A fotografia aposta em cores secas e a direção opta por uma forma semi-documental. Distrito 9 conta com um roteiro super original e um direção afiada. Essa é a tal magia do cinema.
8º

Quando um ator/atriz, diretor ou roteirista retorna das cinzas, ou ele voltará ao fundo poço em breve, ou conseguirá manter-se na superfície por um bom tempo. Jean Claude Van Damme é assim. Depois de protagonizar “filmes de locadora” o astro brucutu estrelou o que talvez seja seu melhor filme: JCVD. Mas é nítido que este retorno é temporário, e que logo, ele retornará ao lugar de onde saíra: o anonimato. Mickey Rourke teve um pouco mais de sorte. Após seu retorno triunfal no excelente O Lutador, o ator já protagonizou alguns bons filmes, faz parte do elenco principal de Os Mercenários (projeto ambicioso de Sylvester Stallone) e é o vilão de Homem de Ferro 2 (se você nunca ouvir falar desse fenômeno, pode ser jogar do vigésimo andar...). É, seu retorno realmente foi de mais sorte. Mas como eu já citara, O Lutador foi o filme que o trouxe de volta à luz dos holofotes. Com uma atuação emocionante e visceral, Rourke garantiu o Globo de Ouro de Melhor Ator, uma indicação ao Oscar (perdeu para Sean Penn...) e o mais importante: o carinho do público, que até então o esquecera. Rouke continua deformado fisicamente, mas o talento continua intacto, tal qual seu amor pelos cachorros que ele tem. Daren Aronofsky entrega um longa emocionante, em que a alma pura salta da tela e toca o coração. No final estamos com os olhos marejados ao som da bela música de Bruce Springsteen.
9º

Qual o problema de você conceder um trabalho nota dez? O próximo, obrigatoriamente e logicamente tem que ser nota onze, o posterior doze, e assim por diante. É assim com os textos do blog, com os trabalhos da escola e com qualquer coisa que você se propõe a fazer. A Pixar enfrenta esse grande problema toda vez que anuncia e lança um novo filme. Cada filme tem que superar o anterior, são pressões impostas pelos fãs e por eles mesmos. De onde eles tiram histórias tão originais e criativas? Não sei, mas gostaria de saber. De onde eles tiram personagens tão cativantes? Também não sei. Será uma fonte mágica? Será que são alienígenas vindos de marte feitos especialmente para nos presentear com excelentes animações? Acho meio improvável, talvez eles sejam simplesmente pessoas objetivas e corajosas, inteligentes e persistentes, é claro que a sorte e a estrela ás vezes brilha mais do que as estrelinhas dos outros, mas não podemos negar a genialidade de cada um. Depois de Wall-e, muitos pensavam que a Pixar não conseguiria se superar, que eles não conseguiriam repetir o feito e lançar outra obra prima. Para alguns, eles realmente não lançaram, para outros fizeram um obra melhor, para outros, e me incluo neste grupo, eles mantiveram a perfeição. A Pixar não erra um.
10º

Na minha crítica sobre Inimigos Públicos, publicada dia 05 de novembro deste ano que se finda, escrevi que era extremamente difícil “dissecar” tal filme. Faltam palavras, talvez devido a sua força, ou porque simplesmente não há o que falar. Michael Mann aperfeiçoa a técnica de filmagem digital e concebe uma direção precisa, técnica e emocional. Amparado pela bela fotografia e pelo ótimo elenco encabeçado por Johnny Depp (perfeito) tendo como coadjuvantes Christian Bale (ótimo, mas ainda é ofuscado pelo brilho de outros interpretes) e Marion Cotillard (linda e no ponto). Ação e drama profundo se misturam numa trama repleta de vai e vens e com um final que dispensa comentários. A única coisa que posso fazer é indicar o filme que já está nas locadoras. Mann em ótima forma (não sei até quando) e Depp em ótima forma (como sempre e com certeza durante muito tempo) garantem a felicidade de nós cinéfilos num dos melhores filmes do ano.
Destaques para:
11 – Dúvida
12 – Quem Quer Ser Um Milionário?
13 – Intrigas de Estado
14 – Watchman
15 – Arraste-me Para o Inferno
Bem, esta é a minha singela lista dos melhores do ano. Espero que tenha gostado e se identificado com a lista.
Comentem, e em breve, postarei a Lista dos Melhores da Década.
Abraços e um ótimo 2010...
...se dirigir não beba...
...se beber me chame.
Por Matheus Pereira
O bom filho, a casa torna. Não adianta, por mais que tentamos provar que o ditado é uma farsa, ele sempre aparece, provando-nos que realmente, sempre voltamos ao lar, ao que nos faz bem. Por isso, depois de quase dois meses volto a escrever em minha seção preferida: Melhores Momentos - Anos 2000. Os compromissos, os estudos, tudo impediu que eu continuasse escrevendo, tanto nesta seção quanto no blog, mas é lógico que não pude ficar longe por muito tempo. Agora que as merecidas férias chegaram, poderei escrever novamente e, quem sabe, terminar esta seção especial. Aos poucos o blog vai voltando ao normal, e eu, que realmente nunca fui embora, estou voltando. É bom estar de volta ao normal, principalmente escrevendo minha melhor seção, a que mais gosto de escrever e todos sabem disso. É bom retornar à casa, é bom retornar aos amigos e leitores, é bom falar de cinema novamente. Esta é a volta do que, realmente, nunca foi.
O Aviador - Em 2004, muito se falou sobre o filme de Martin Scorsese. A maioria dizia que era o favorito nas premiações, as apostas aumentaram quando o longa recebeu onze indicações ao Oscar. Scorsese que nunca levara um Oscar era o favorito na categoria de Melhor Direção. Não tinha pra ninguém aquele ano, o Oscar era mesmo de O Aviador. Ou não. Bastou Clint Eastwood chegar e tirar o doce das mãos do baixinho grisalho. Enquanto Eastwood pronunciava palavras emocionadas de agradecimento no palco do teatro Kodak ao receber o Oscar de Melhor Direção, Scorsese lamentava-se e se perguntava: "O que faltou? Onde foi que errei?" O que faltou ou qual fora o erro ninguém sabe, fãs de Scorsese e do filme ficaram revoltados, os chefões da Miramax soltavam fogo pelas ventas, Eastwood dava gargalhadas. Mas nem tudo estava perdido, ainda tinha a categoria principal, de melhor filme, e Scorsese ainda tinha chances, afinal nenhum dos dois favoritos havia ganhado os prêmios de roteiro, um ganhara até ali cinco Oscar, outro apenas três. O nervosismo aumentava, até que um ator (não lembro se era Nicholson ou Hanks ou nenhum dos dois) surgiu no palco do teatro e bradou "And the Oscar goes to... Milion Dollar Baby. A essas alturas Socrosese e os donos da Miramax chutavam o pau da barraca e davam sorriso amarelos de derrota para os jornalistas. Melhor que o filme de Eastwood? Pra mim não, mas seria bom ver o mestre grisalho subir no palco emocionado e agradecer pelo merecido prêmio, que viera um Oscar depois por outro filme. Técnico e narrativamente excelente, O Aviador tem seus fãs e tem seus detratores, como qualquer outro filme. Cenas memoráveis? Sim claro. Quais? Basta citar o voo desastroso de seu personagem, em que arranca telhados de casas e termina mal, numa aula de direção amparada por belos efeitos visuais.
Closer: Perto Demais - Amor. O que seria este sentimento ótimo e traiçoeiro? Traição. O que seria este antônimo de amor. Sexo. O que seria este primo bastardo do amor? Ninguém sabe explicar, mas Mike Nichols soube mostrar com perfeição e inteligência através de diálogos inteligentíssimos e um roteiro bem original. O filme gira em torno de quatro personagens (interpretados por Clive Owen, Julia Roberts, Jude Law e Natalie Portman, todos excelentes), durante quase duas horas conhecemos cada um de perto, não perto demais, mas perto o suficiente para entendermos seus medos, suas angústias e sua respectivas e vidas e problemas. Vemos um anjinho se transformar em uma diabinha mentirosa, vemos um homem aparentemente sério cheio de perversões na cabeça e pronto para se encontrar com uma pessoas que conheceu através de um bate papo na internet, vemos um homem comum, ciumento, misterioso, vemos uma mulher perdida em meio as suas escolhas, em meio aos seus erros e suas atrações. Esses quatro se encontram, se separam, se beijam, vão mais além, brigam, discutem, põem as cartas na mesa e começam a jogar. Princípios? Eles até tem, mas todos caem por terra quando o assunto é amor e fidelidade. Alguns parecem estar juntos apenas pelo prazer físico, pelo sexo e nada mais. Um parece estar preocupado apenas em como a mulher o vê como homem na cama, isso fica claro quando ele descobre que a mulher o traiu e ele pergunta na maior naturalidade se ele era melhor na cama, se ele dava mais prazer a ela e a mais incrível: se ela sentia mais prazer com o amante do que com ele. Ele não fez perguntas do tipo: "E o nosso futuro?" "E o nosso amor?", não, ele não queria saber isso, ele queria era saber o quão o outro era bom na hora "h". Talvez ele queria fazer perguntas envolvendo sexo apenas para fazer com ela se sentisse uma vagabunda, ou talvez ele "só" queria saber se ele era melhor, não como marido ou como homem, mas sim como animal reprodutor. Enquanto umas mentes, outras choram, enquanto umas viram dançarinas em boates outra traem, no meio disso, como sempre, os homens são sempre os imbecis da história. Não há como escolher uma cena, posso citar os inteligentes e provocantes diálogos e os minutos finais ao som de uma bela música.
Crash: No Limite - Sabe aquela pessoa que você pediu licença na rua? Sabe aquela pessoa que você xingou no trânsito. Sabe aquela pessoa que você conheceu na festa? Sabe aquela pessoa que você olhou de soslaio na rua? Pois é, esta pessoa pôde ter sua vida alterada graças a sua ação. Suas vidas se cruzaram, seus olhares se encontraram, o resultado disso? Só o tempo dirá. As consequências? Bem, faça a coisa certa que as consequências serão boas. É sobre isso que Crash trata. De vidas e pessoas que se cruzam. Seja num acidente de carro, seja através de tragédias e crimes, as pessoas sempre estão se cruzando. Trata de idas e vindas, e o mais importante: do auto conhecimento. Afinal, até que ponto você se conhece? Será que na hora da raiva você seria capaz de disparar uma arma? Será que devido aos problemas pessoais você abusaria do seu poder e abusaria de outra pessoa? Será que você discriminaria uma pessoa só porque ela é negra ou tem tatuagens? Não responda, até porque, você não sabe a resposta. Na hora da raiva, meu amigo, você não quer saber se o pato é macho, você quer é ovo. Não hora da tristeza, companheiro, você não quer saber da cor, da idade ou da procedência da pessoa, você quer é xingar, quer mandar a um lugar bem longe e dar as costas para as consequências. Na hora que a vida te dá um tapa na cara, caro ser irracional, você não quer saber se você mereceu o tapa, você quer procurar outro alguém para retribuir o tapa. Na hora que seus nervos são testados é que você vê que não se conhece. Com um roteiro poderoso, capaz de provocar as mais variadas interpretações, o filme de Paul Haggis é o que poucos conseguem ser e ter: inteligente e com alma. Assista, e por mais que você não goste do resultado final, ao menos pense nas mensagens deixadas no transcorrer da história, pois assim como na vida, um filme é de idas e vindas, de acertos e de erros, de ensinamentos e emoções. Crash é um pouco disso. Talvez você pense sobre seus erros e sobre seu auto conhecimento agora, daqui a pouco ou talvez amanhã...
A Vila - Qual a origem do medo? De onde vem este sentimento tão misterioso. Sentimento que causa-nos arrepios, falta de ar, palpitações, nos faz suar frio. Sentimos mais medo do que não vemos. Sentimentos muito mais medo de algo que não enxergamos, não sabemos sua forma física, não sabemos de onde vem, nem pra onde vão. Por que sentimos mais medo quando estamos no escuro? É porque não enxergamos. Temos medo do incerto, do invisível. É essa a "mensagem" que M. Night Shyamalan (ainda em boa forma) nos passa em A Vila. Os moradores de um vilarejo temem seres moradores da floresta. Por quê? Porque pouco se sabe sobre estes seres, poucas vezes foram vistos. Apenas se sabe que a cor dos monstros é a vermelha. O que resta é fugir e temer os tais monstros. Shyamalan constrói seu suspense calmamente, com uma melancólica trilha sonora e uma fotografia perfeita, aos poucos, postas sobre a existências dos monstros vão sendo deixadas pelo caminho. A surpresa surge um pouco antes do necessário e não tem o mesmo impacto que O Sexto Sentido, mas mesmo assim surpreende. Sufoca em algumas cenas, arrepia em outras, tudo no melhor estilo de Shyamalan. Acho exagero de alguns criticá-lo com todas as forças, acho exagero, também, me criticar por gostar do filme. A melhor cena é aquela em câmera lenta em que a personagem de Bryce Dallas Howard está com o braço esticado e aos poucos a criatura se aproxima ao som de uma orquestra.
A Paixão de Cristo - Por que será que um cineasta resolve filmar apenas as últimas doze horas de vida de Jesus Cristo? Ao invés de mostrar seus milagres e a parte boa da vida do filho de Deus, Mel Gibson resolve mostrar a pior e mais dolorosa parte. Será que é para saciar o egocentrismo? Será que é porque Gibson é fascinado por violência? Ou será porque ninguém, até então, nunca se aventurara por esta fase tão triste da vida de Cristo? A resposta ninguém sabe, creio que nem Gibson saiba. A única coisa que eu, ele, e o mundo inteiro sabemos é que mesmo sendo extremamente violento o filme foi um sucesso de bilheteria. Por quê? Também não sei. Por que será que as pessoas pagaram para ver a imagem de um ser tão bom apanhando e sendo crucificado? Insanidade? Atração por violência? Acho que não. O sucesso do filme deve-se a alma que Gibson depositou sobre ele. Por mais que alguns achem que Gibson se aproveitou da história para mostrar cenas de violência gratuita, eu não vejo assim, Gibson não é sutil ao mostrar que realmente, seu objetivo é chocar, mas esse choque tem objetivo, tem fundamentos, basta tentar enxergá-los, pois estes que reclamam da tal violência é porque só olharam a violência e nada mais. Se odeiam tanto violência, porque não se prenderam a outros artifícios do longa? A história em si, a mensagem, a fotografia, sei lá, é muito mais fácil que criticar um diretor que só quis mostrar algo diferente, que ninguém, até aquele momento teve coragem de mostrar. Gibson quer mostrar mais que violência gráfica ou chocar o público, ele quer deixar uma mensagem, pena que nós, burros seres inferiores, não ouvimos, fechamos nossos olhos e tampamos nossos ouvidos para o que é mostrado na tela: o homem que sempre fez o bem e que veio ao mundo para mudá-lo foi brutalmente assassinado por nós, sim por nós mesmos, que todos os dias com nossa mesquinharia e erros atiramos várias pedras na cruz. Como seria o mundo hoje se Ele chegasse ao menos aos quarenta anos, sem a interferência dos, sempre, homens pobres de espírito. A cena da crucificação é arrepiante, Gibson mantém a técnica e a emoção lado a lado.
O Terminal - Critiquem. Podem me criticar. Sei que muitos não gostam deste filme, mas eu sinto algo tão estanho por este longa, eu gosto tanto dele que seria um desrespeito com o filme e comigo mesmo se não o colocasse na lista. Existem filmes, que mesmo conhecendo e vendo seus erros gostamos de assistir. Enxergamos todos os erros, eles estão ali, mas mesmo assim gostamos do filme. Acontece assim com tudo e todos. Quando você conhece alguém, por exemplo, aos poucos você conhece os erros dessa pessoa, vê que seu "roteiro" é clichê e não tem nada de interessante, vê que sua "direção" é insegura, que sua "fotografia" pela manhã é bem assustadora, que seus "figurinos" apresentam alguns erros de escolha, que sua "maquiagem" é um tanto artificial demais e que seu "som" ás vezes o irrita, mas você ama essa pessoa, apesar de todos os erros você a ama, e não sabe como nem porquê. Você apenas sabe que ama. Assim acontece com os filmes, apesar dos vários erros, você inexplicavelmente ama-o. É isso que acontece com O Terminal, tem erros e absurdos, como qualquer um que você conhece por aí...

Menina de Ouro - Conhecido como "o filme que derrotou O Aviador" ou "o renascimento de Eastwood no Oscar", Menina de Ouro surpreende por se mostrar bem diferente do que aparenta. Trazendo, principalmente em sua hora final, assuntos como polêmicos como eutanásia, o longa de Eastwood emociona até os de coração de pedra. Sonhos, talvez existem apenas para serem sonhados. Talvez não existam para serem postos em prática. Ou, quem sabe, existem para isso mesmo, para serem praticados. Talvez para nos fazer felizes ou talvez para nos testar. Maggie Fitzegerald tem um sonho: lutar boxe. E ela corre arás desse sonho. Nem que pra isso ela tenha que treinar no meio de vários homens, tendo como treinador um velho rabugento, tenha que treinar horas a fio e ser criticada pela péssima família. Maggie corre atrás e não desiste, junto com as vitórias surge entre treinador e lutadora não um romance absurdo ou uma melosidade sem tamanho, mas sim uma bela relação de pai e filha. Ele sem filha, ela sem pai. A relação entre os dois é tão bela, é tão sincera que quando coisas ruins acontecem nosso coração parece pesar, lágrimas lutam contra nossa vontade para escorrerem desbravadas pela superfície de nosso rosto. Tentamos falar, tentamos ajudar, mas é claro, eles não podem escutar. Decisões. Estas decididamente não existem para serem sonhadas, e sim, tomadas. E é no momento das decisões que nossa vontade sucumbe e alguma lágrima surge em nossos olhos. Eastwood é como Spielberg: ele não quer provocar emoções baratas ou sem sentido, eles não apelam para o sentimentalismo, eles apenas contam uma boa história, eles apenas mostram a verdade e deixam a emoção nos levar. E é de maneira magistral que Eastwood consegue nos emocionar. Sem perceber estamos mergulhados na trama, sem perceber notamos que ás vezes já é tarde demais, e o filme por ser tão bom, parece ter passado num piscar de olhos.
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Agora escreverei com mais frequência, portanto, em breve a quinta parte deste especial será postada.
Espero que gostem...
...e comentem...


Um hiato de doze longos anos separou a obra prima de Cameron do novo espetáculo do diretor. Seu Titanic lucrou quase dois bilhões de dólares e arrebanhou onze Oscar. Seu novo projeto pode não conseguir tal feito, mas com certeza já entrou para história do cinema. Avatar talvez tenha sido o projeto mais ambicioso e mais perigoso de Cameron. Basta ver quanto o filme custou e ver o quão ambicioso é o novo projeto. Até este exato momento, Avatar já lucrou quase 3oo milhões só no fim de semana de estreia. Será os efeitos especiais? Será a história de amor? Será o elenco? Não. Os filmes de Cameron lucram tanto simplesmente porque o cineasta faz filmes por amor, por gosto, ele ama e sabe o que faz, e esse amor transcende a tela e enche nossos olhos. Bastou poucos segundos para Jake Sully (Sam Worthigton) chegar em Pandora e me prender de vez.

Muito tem se falado do roteiro, clichê e clássico. Qual é, o roteiro de Titanic também tinha mais buracos que o casco do navio (tá, tá, eu sei, essa foi de doer) mas todos corriam para assistir. E daí que a história já era bem clichê quando Dança Com Lobos foi lançado no início da década passada? Por falar no longa de Kevin Costner, Avatar guarda em seu âmago algumas semelhanças com o longa vencedor do Oscar em 1990: o americano que chega em uma tribo, tem de interagir com os nativos, aprender seus costumes e sua língua e acaba se apaixonando pela mais bela do lugar e no final tem que escolher em qual


Avatar se divide em duas partes: a apresentação e a ação. A apresentação é simplesmente sensacional. O que poderia se tornar monótono nas mãos de um cineasta mediano, nas mãos de Cameron torna-se mágico. Cameron nos apresenta Pandora aos poucos, primeiro a flora, depois a fauna, depois a hidrografia, e mais um bocado de coisas criadas especialmente para Avatar. Cameron criou um mundo do zero. Criou do menor inseto até o maior animal, da mais simples planta até as mais florescentes flores. Tudo é belo e inédito. James Cameron criou um mundo, nada se compara ao que conhecemos, tudo é mágico, é diferente, tudo brilha, tudo salta aos olhos. Cada detalhe, cada flor, cada animal, tudo é lindo, logo, podemos concluir que, com certeza, os humanos ainda não chegaram no local, pois se já tivessem chegado estaria tudo


A segunda parte é a da ação, ou seja, é quando já estamos por dentro da história e já conhecemos parte do planeta e já estamos prontos para a batalha. Sobre essa parte não posso comentar muito, pois muitos fatores decisivos estão aqui, só posso dizer que a batalha é divertida, empolgante e perfeita. Além de belas cenas e muita, mas muita ação, Cameron nunca deixa o ritmo cair, apesar das longas mais de duas horas e meia, o filme é sempre empolgante e nunca cansativo. E o mais surpreendente: a todo momento somos apresentados a novos animais e novas plantas, a todo momentos conhecemos algo novo, e se o

Cada dólar gasto, cada minuto perdido na produção, cada gota de suor derramado está impresso na tela. A perfeição está lá. Poucos são os filmes que podemos classificar como perfeitos, nesta década, cinco filmes no máximo cabem nessa classificação. Avatar é um deles. Toda a perfeição técnica está lá, uma prova disso, como bem disse o crítico Pablo Villaça, é que o Gollum de Peter Jackson parece um bonequinho de stop motion perto dos nativos de Cameron. O cineasta, com este longa, firma-se como uma das mentes mais geniais e criativas que o cinema já viu. Depois de criar a saga dos exterminadores, continuar de maneira magistral a saga dos aliens, criar alienígenas interessantíssimos em O Segredo do Abismo, recriar o Titanic com perfeição, o menor adjetivo que Cameron pode receber é o de gênio. Cameron não se preocupa apenas com a técnica, Cameron pensa na emoção, na lógica, Cameron tem cérebro, tem coração, seus filmes também

Cameron não é nada sutil e suas metáforas: os americanos, amantes da guerra, combatem os nativos (iraquianos, ou qualquer outro povo que os ianques massacraram) como sempre: terror contra terror. Chegam atirando em mulheres e crianças, sem se importar com as consequências, eles parecem sentir prazer ao maltratar seres mais fracos. A mensagem ecológica também se faz presente, e de maneira bem obejtiva, pois em certo momento um nativo chega a pedir para um ser poderoso (o Deus deles) que os humanos não destruam Pandora como destruíram a Terra. As alfinetadas aos atuais chefes do mundo e ao povo foi dada.
Os atores devem ter soado a camiseta para interpretar os nativos de Pandora, pois os mínimos


Ao término do filme, me surpreendi ao constatar que ninguém queria sair da sala de cinema. Todos queriam ficar, viajar um pouquinho mais, queriam ficar para próxima seção e assistir novamente (eu pensei em fazer isso...), ninguém acreditava no que acabaram de assistir. Todos queriam um pouco (eu queria muito) mais.
Meu avatar dormiu. Acordei. Abri os olhos. O sonho fora inesquecível.
Fora o melhor sonho do ano...
Nota: 10,0
Sem filmes de Natal.
Amizade, solidariedade, paciência, fraternidade, tudo que nos é enfiado, junto com o pobre coitado do peru, goela abaixo durante as festas, costuma ficar entalado em algum ponto entre meu cérebro e minha garganta, juntamente com os filmes natalinos. Me questiono se com esse tipo de idéias eu seria merecedora da atenção do anjo que ajuda Jimmy Stewart no filme de Capra, já que nem os perus, por razões insondáveis, o são.
Correndo o risco de ficar sem a visita de Papai Noel por finalmente ter declarado meu desprezo às películas natalinas, tomo a liberdade de recomendar para esse Natal a meus improváveis leitores, filmes cujos protagonistas, sem ter o privilégio de visitas angelicais, erram, acertam e crescem aos meus olhos, pois me reconheço em cada um deles.
Garçonete – Neste filme, roteirizado e dirigido pela falecida Adrienne Shelly, Keri Russel é uma garçonete casada com um homem controlador a quem não suporta e que em seus momentos de maior alegria ou desespero, cria deliciosas tortas que batiza de acordo com seus sentimentos; estes vão desde raiva por uma gravidez fora de hora ao pânico de que seu marido descubra que está tendo um caso. A extrema humanidade da personagem, provoca empatia imediata.
O Filho Da Noiva – Nessa pérola do cinema argentino dirigido por Juan José Campanella, Ricardo Dárin faz o filho que relutantemente ajuda o pai idoso (Héctor Alterio), que deseja se casar na igreja com sua mãe, também idosa e que sofre de Alzhaimer (a maravilhosa Norma Aleandro). O velho, comunista convicto, sempre negou a ela a realização dessa vontade. A maturidade leva o marido a rever seus conceitos e tentar atender ao singelo desejo da esposa.
Gilbert Grape, Aprendiz De Sonhador – Johnny Depp estrela esse filme de Lasse Hallström sobre uma família que tendo tudo para ser disfuncional, consegue se manter unida e amorosa, tentando superar suas inúmeras dificuldades. Depp faz um jovem que cuida de sua mãe morbidamente obesa, de seu irmão excepcional (Leonardo Di Caprio, em uma atuação impressionante) e de uma irmã mais nova; a estória é contada com muito estilo e sem cair no drama; em meio a todos os problemas, Johnny encara um romance com uma garota bem pouco convencional, vivida por Julliete Lewis.
Viagem a Darjeeling – Nesse filme de Wes Anderson, três irmãos vividos por Adrien Brody, Jason Schwartzman e Owen Wilson, partem em uma viajem a Índia na tentativa de se espiritualizar, recuperar laços fraternos desfeitos e rever sua mãe que os abandonou, vivida por Angélica Huston. Entre momentos engraçados e reflexivos, bem ao gosto do diretor, destaca-se a cena final de embarque no trem, onde um simples gesto de desapego define o resultado obtido por eles ao final da aventura.
Um Grande Garoto – Hugh Grant faz, nesse filme dirigido por Chris Weitz, um cara que só olha para o próprio umbigo; solitário por opção, alienado e auto referente, costuma cometer várias barbaridades quando o assunto é relacionamento, seja ele social ou amoroso; quando um garoto melancólico (Nicholas Hoult) e sua mãe com tendências ao suicídio (Toni Colletti) cruzam o seu caminho, ele é obrigado, contra sua vontade, a sair de seu isolamento. O filme cheio de diálogos espertos, teve o roteiro adaptado do livro homônimo de Nick Hornby.
Antes que alguém educadamente pergunte se meus cabelos conseguem esconder direitinho o 666 que tenho gravado na cabeça, recomendo entusiasticamente um filme no qual Natal e guerra misturam-se, em uma história verídica: Feliz Natal, produção de 2005 dirigida por Christian Carion, mostra soldados escoceses, alemães e franceses providenciando uma trégua durante a 1ª guerra e abandonando as trincheiras, para uma confraternização espontânea e improvisada. Humano e comovente, faz-nos crer que, quando queremos, realizamos milagres (e que os anjos, com todo respeito, vão plantar batatas!)
O Curioso Caso de Benjamin Button
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Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Melhor Direção
David Fincher por O Curioso Caso de Benjamin Button
Thomas Alfredson por Deixa Ela Entrar
James Cameron por Avatar
Darren Aronofsky por O Lutador
Kathryn Bigelow por Guerra ao Terror
Melhor Ator
Sean Penn por Milk
Frank Langella por Frost/Nixon
Benício Del Toro por Che: A Guerrilha
Mickey Rourke por O Lutador
Sam Rockwell por Lunar
Melhor Atriz
Anne Hathaway por O Casamento de Rachel
Meryl Streep por Dúvida
Charlotte Gainsbourg por Anticristo
Melissa Leo por Rio Congelado
Kate Winslet por Foi Apenas um Sonho
Melhor Ator Coadjuvante
Josh Brolin por Milk
Philip Seymour Hoffman por Dúvida
Michael Shannon por Foi Apenas um Sonho
Michael Shenn por Frost/Nixon
Christoph Waltz por Bastardos Inglórios
Melhor Atriz Coadjuvante
Taraji P. Henson por O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei por O Lutador
Viola Davis por Dúvida
Amy Adams por Dúvida
Penélope Cruz por Vick Cristina Barcelona
Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror
Distrito 9
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(500)Dias com Ela
Bastardos Inglórios
Melhor Roteiro Adaptado
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Frost/Nixon
Quem Quer Ser Um Milionário?
Dúvida
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Bastardos Inglórios
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Direção de Arte
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Foi Apenas um Sonho
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Harry Potter e o Enigma do Príncipe
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A Troca
Foi Apenas um Sonho
Austrália
A Duquesa
Melhor Animação
Valsa com Bashir
Bolt
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A Era do Gelo 3
Trilha Sonora
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Transformers - A Vingança dos Derrotados
Star Trek
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Exterminador do Fututo - A Salvação
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Melhor Cena de Ação
Fuga do Presídio - Watchman
Fuga de Kyle Reese e Marcus - Exterminador do Futuro - A Salvação
Perseguição pelas ruas de Paris - G.I. Joe
Fugas e lutas nas Pirâmides do Egito - Transformers - A Vingança dos Derrotados
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