Tentarei ser breve nos comentários, primeiro porque as categorias estão 90% decididas, segundo porque o tempo é curto.
Vamos aos chutes:
-Ator
Então fica:
-Jeff Bridges por Coração Louco
-George Clooney por Amor Sem Escalas
-Colin Firth por Direito de Amar
-Morgan Freeman por Invictus
-Jeremy Renner por Guerra ao Terror
Então fica:
-Sandra Bullock por The Blind Side
-Gabourey Sidibe por Preciosa
-Carey Mulligan por Educação
-Meryl Streep por Julie e Julia
-Helen Mirren por The Last Station
Então fica:
-Christoph Waltz por Bastardos Inglórios
-Woody Harrelson por The Messenger
-Christopher Plummer por The Last Station
-Stanley Tucci por Um Olhar do Paraíso
-Matt Damon por Invictus
É certa: Mo'Nique por Preciosa. As demais são: Vera Farmiga Amor Sem Escalas, Anna Kendrick por Amor Sem Escalas e Juliane Moore por Direito de Amar. Já a última vaga é disputada entre duas atrizes: Penélope Cruz por Nine e Mélanie Laurent por Bastardos Inglórios. Mas como a primeira já venceu ano passado e seu trabalho é inferior ao da segunda, ela deve ficar de fora. Laurent deve preencher a última vaga, merecidamente. É chato falar sobre essa categoria, pois (assim com a de Ator Coadjuvante) já tem uma favorita, e as outras indicadas parecem não apresentar ameaça alguma, então, parece não importar as outras indicadas, já que já se tem a favorita.
Então fica:
-Mo'Nique por Preciosa
-Vera Farmiga por Amor Sem Escalas
-Anna Kendrick por Amor Sem Escalas
-Juliane Moore por Direito de Amar
-Mélanie Laurent por Bastardos Inglórios
Obs.: Pessoal, perdoem os erros de ortografia. Erros de português são coisas que abomino, reviso, mas ás vezes sempre passa algo. Mas neste momento não há tempo nem para revisar, então, perdoem os erros de concordância e ortografia. Estou fazendo tudo muito rápido para dar tempo de postar tudo, então, desculpem e continuem aqui!
Abraços!
Previsões para o Oscar: Edição, Roteiro Original e Roteiro Adaptado
0 comentários Postado por Matheus Pereira às 12:06Vamos aos chutes:

A categoria de Edição até que está bem fácil de se prever este ano. É sempre bom lembrar, que o prêmio de Edição é (juntamente com os de roteiro) um dos melhores termômetros para adiantar o melhor filme na categoria principal. Geralmente os favoritos ao prêmio principal são indicados, e geralmente o vencedor na categoria é o favorito absoluto a Melhor Filme (mas isso ás vezes não procede, claro). Podemos então afirmar que Avatar e Guerra ao Terror são certíssimo a uma indicação. Primeiro Avatar, pois é um filme movimentado, que mantém o excelente ritmo durante quase três horas, e trás um belo trabalho de edição. A mesma coisa acontece com Guerra ao Terror, que tem uma edição competente e equilibrada. Outros dois que são garantidos são Bastardos Inglórios e Amor Sem Escalas (o primeiro tem uma edição excelente, o segundo parece que será indicado só porque é um dos favoritos a categoria principal). Já a última vaga fica dividida entre (500) Dias com Ela, Distrito 9 e Star Trek (note que todos tem chances enormes de chegar a categoria principal, principalmente o primeiro e o segundo). (500) Dias com Ela tem uma montagem excelente, mas não deve ser indicado, Star Trek também não tem grandes chances, pois por mais que o ano fora beneficiado por ótimas ficções-científicas, Avatar parece que representa tal gênero. Creio que Distrito 9 ficará com a vaga (apesar de ser ficção-científica, mistura drama e ação e tem uma edição superior). Não descartaria Preciosa, mas como foi ignorado pelo Sindicato de Editores e não tem grandes chances na categoria principal, acho muito difícil conseguir uma vaga aqui.
-Avatar
-Guerra ao Terror
-Bastardos Inglórios
-Amor Sem Escalas
-Distrito 9

Um filme é certo: Bastardos Inglórios. Se há uma categoria que não há dúvidas que o filme de Quentin Tarantino se fará presente, esta é a de Roteiro Original. O roteiro brilhante de Tarantino é certo entre os indicados e larga na frante como favorito. Outro filme certo entre os cinco indicado é Guerra ao Terror, que é o grande rival do filme de Tarantino nesta categoria. Outro que está quase certo é o ótimo (500) Dias com Ela, de Marc Webb. A quarta vaga, fica, é claro, com os magos da Pixar e o bom (não é o melhor da produtora) Up. A última vaga fica dividida entre Um Homem Sério de Joel e Ethan Coen e Avatar de James Cameron. O último fora indicado ao WGA, mas os crítico dizem constantemente que o roteiro de Avatar não é seu ponto forte. Então, como a Academia adora os Coen e o roteiro de seu novo filme é bem original, a última vaga deve ficar com eles. Mas não se surpreenda se o filme de Cameron figurar entre os cinco indicados, já que é o favorito a categoria principal.
-Bastardos Inglórios
-Guerra ao Terror
-(500)Dias com Ela
-Up!
-Um Homem Sério

É uma categoria difícil. A única certeza entre os indicados é Amor Sem Escalas, de Jason Reitman, principalmente agora que venceu o Globo de Ouro. Outro que provavelmente é indicado é Preciosa. Distrito 9, que deve ser a grande surpresa entre os indicados, é quase certo nesta categoria. O britânico Educação tem grandes chances de ser indicado, e a quarta vaga fica com ele. Ja a última vaga fica entre O Fantástico Sr. Raposo, Direito de Amar, Coração Louco e Onde Vivem os Monstros. Se for para analisar o trabalho mais desafiador, é claro que Onde Vivem os Monstros largaria na frente, mas a animação de Wes Anderson tem grandes chances. Porém, o trabalho de Spike Jonze tem mais chance, já que a Academia gosta de homenagear roteiristas que se baseiam em histórias e contos curtíssimos, e Jonze e Dave Eggar fazem isso com maestria, tornando não só um filme infantil, mas um metafórico filme para adultos. Esta categoria realmente é difícil de prever, mas garanto que uns três dos citados acima consegue chegar lá.
-Amor Sem Escalas
-Preciosa
-Educação
-Distrito 9
-Onde Vivem os Monstros
Previsões para o Oscar: Fotografia, Direção de Arte e Figurino
0 comentários Postado por Matheus Pereira às 12:12Mas vamos ao que interessa.

Então fica:
-Avatar
-Bastardos Inglórios
-Guerra ao Terror
-Nine
-A Fita Branca

Então fica:
-Avatar
-Bastardos Inglórios
-Nine
-Harry Potter e o Enigma do Príncipe
-Distrito 9

-Coco Antes de Chanel
-The Young Victoria
-Nine
-Direito de Amar
-O Mundo Imaginário do Dr. Pernassus
Matheus Pereira
Depois de ver que "A Órfã" se fazia presente em algumas listas de melhores do ano de algumas pessoas, logo pensei que este fosse um filme diferente dos demais. Assustador, original, inteligente e interessante. Engano. Sinceramente não sei o que algumas pessoas viram neste filme. Sinceramente não sei se viram o mesmo filme, pois o que se vê no novo longa de Jaume Collet-Serra (o diretor de A Casa de Cera) são cenas e diálogos constrangedores. Junte isso a uma das explicações/desfechos mais absurdas do ano e terá o saco de clichês e absurdos que é "A Órfã". A história não tinha que ser mais sem graça e clichê: casal tem dois filhos e perde o terceiro antes de nascer. A mãe era alcoólatra e há pouco tempo se recuperou. A filhinha mais nova é surda e muda (mas age e pensa melhor que muita gente). Para preencher o vazio, o casal resolve adotar uma criança, já crescida. Depois da papelada a criança (...) vai para casa. E adivinhem... Ela é do mal. É impossível pegar uma sinopse tão clichê como esta e transformá-la num roteiro original. Não há saída, não há escapatória, uma hora ou outra o roteirista vai tropeçar e cair num poço enorme. O filme já começa clichê: um pesadelo terrível (poxa, não há outra maneira de começar um filme de terror?). Nos minutos que se sucedem (cansativos 120!) os clichês vão tomando conta da tela e da história. Ás vezes, "A Órfã" até tenta ser o que não é: em um momento, a personagem de Vera Farmiga abre o armário do banheiro. Obviamente, este armário tem um espelho. O diretor faz com que o espectador pense "quando ela fechar o armário alguém vai estar atrás dela". Mas não. Nada aparece. Até uma música da trilha sonora toca para deixar o clima mais tenso. Mas ninguém aparece atrás dela. Isso na primeira vez, porque da segunda alguém já está lá, para dar o devido e repetitivo susto. Até mesmo o artifício "vou fazer você pensar que está lá, mas não está" já virou clichê. A menininha má. A garotinha indefesa e ameaçada (e surda e muda, só pra piorar). O pai "cego" que acredita na menininha má invés da esposa. A esposa que sabe o que está acontecendo, mas que não é ouvida (devido ao seu passado alcoólatra). Os passados infieis. E por aí vai. Estereótipos descarados e situações previsíveis. A única coisa que se salva nesse emaranhado de porcarias é Isabelle Fuhrman, que fez com perfeição exatamente o que tinha que fazer: revoltar. Collet-Serra até tem alguns momentos de inspiração (a cena do acidente de carro causado por Esther é muito bem executada), mas estes são quase imperceptíveis ante a tanta coisa ruim. Quando a tal surpresa é revelada dá vontade de não pagar a locação.
Previsões para o Oscar: Trilha Sonora e Canção Original
0 comentários Postado por Matheus Pereira às 11:40Antes, uma breve explicação:
Mudou drasticamente? Sim e não, ao mesmo tempo. Afinal, se um canção fosse indicada é sinal que mais que nota 8 ela mereceu (na opinião do votante, claro), então, pouca (ou muita, só daqui a quatro dias saberemos) coisa irá mudar em relação a esta categoria. Creio que este ano, será mais difícil um mesmo filme ser indicado mais de uma vez (Encantada, por exemplo, que teve 3 de suas canções indicadas).
Agora, vamos aos chutes:
-Canção Original

A categoria de Melhor Canção Original, está um tanto mais fácil com relação as outras, tendo em vista que as mesmas canções estão sendo premiadas e comentadas. A mais certa na categoria é "The Weary Kind", de Coração Louco, principalmente agora que venceu o Globo de Ouro e ganhou força. Outra canção que está quase certa é "Cinema Italiano", canção de Nine. A tão criticada canção de Avatar, "I See You" (que eu gosto bastante) também tem grandes chances de ser indicada, porém, muito dificilmente será a vencedora. Como a trilha sonora de Onde Vivem os Monstros foi descartada (os caras consideraram-na inelegível!), os votantes provavelmente acharão um meio de homenagear a área musical do longa indicando a canção "All Is Love". Creio que a última vaga ficara com U2 e a canção do filme Brothers, "Winter". Há ainda Paul McCartney e Clint Eastwood, mas creio que estes não serão lembrados.
-"The Weardy Kind", canção de Coração Louco
-"Cinema Italiano", canção de Nine
-"I See You", canção de Avatar
-"All Is Love", canção de Onde Vivem os Monstros
-"Winter!, canção de Brothers
-Trilha Sonora

Não tem nem graça de falar sobre esta categoria, tendo em vista, que fortes concorrentes foram descartados devido a capenga avaliação musical da Academia. Trilhas como a de Onde Vivem os Monstros foi considerada inelegível. As novas regras na área musical do Oscar acabaram prejudicando algumas trilhas, tornando-a injusta (nunca foi justa, mas agora apelaram para a ignorância). Duas trilhas são certas: James Horner por Avatar (primeiro porque a trilha realmente merece, e segundo porque Horner é querido da Academia) e Michael Giacchino por Up. As outras três vagas já estão bem mais difíceis de se prever. Chuto Marvin Hamlisch por O Desinformante, Alexandre Desplat por Coco Antes de Chanel e Abel Korzeniowski por Direito de Amar. Hans Zimmer, por Sherlock Holmes, tem grandes chances de ser indicado (só pelo fato de ser Hans Zimmer). Se fosse para tirar alguém e colocar Zimmer, tiraria Desplat, porém acho que o último tem mais chances por ter duas fortes trilhas no gatilho. Correndo por fora está Elliot Goldenthal, por Inimigos Públicos.
-James Horner, por Avatar
-Michael Giacchino, por Up!
-Alexandre Desplat, por Coco Antes de Chanel
-Marvin Hamlisch, por O Desinformante
-Abel Korzeniowski, por Direito de Amar

Como estas categorias embaralham a cabeça de muita gente, resolvi colocar uma explicação antes de aponstar os supostos indicados. São duas categorias que muita gente ignora, mas que tem um grande valor na premiação e uma considerável diferença entre uma e outra.
Vamos aos chutes:
-Som
Mesmo sendo fã de Avatar, tenho consciência de que não posso deixar o meu amor pelo longa subir a cabeça, mas seria ignorância minha não dizer que Avatar, ao menos nas categorias de Efeitos Visuais e nas de Som, é o favorito. Avatar talvez tenha mais chance na cateogoria de Edição de Som, tendo em vista que grande parte dos efeitos sonoros foram criados e editados ma pós produção. Mas a área de Som do filme também é impecável. Por isso, pode até não ganhar (o que é muito difícil, pois Avatar inova na área), mas com certeza será indicado. Outros longas certos na categoria é Distrito 9 e Star Trek (esse trio promete!) Restam as outras duas vagas, que provavelmente irão para Guerra ao Terror e Transformers - A Vingança dos Derrotados (esse quesito do filme merece destaque, e Transformers deve ser indicado ao menos a uma categoria). Apesar de 2012 e alguns filmes barulhentos que circulam por aí terem alguma chance e outra, dificilmente haverá alguma surpresa nesta categoria. Duvido que Up seja indicado, mas pode surpreender.
Então fica:
-Avatar
-Distrito 9
-Star Trek
-Guerra ao Terror
-Transformers - A Vingança dos Derrotados
-Edição de Som
Aqui sim, Avatar é favorito absoluto, tendo em vista a criação e edição de sons bem peculiares e criativos em Pandora e nas cenas de ação. Avatar é barulhento e isso ajuda muito. O único filme que pode surpreender na vitória é Distrito 9, mas isso não vem ao caso, já que estamos discutindo os indicados. São certos: Avatar, Distrito 9 e Star Trek (que trio!). Guerra ao Terror tem grandes chances de figurar nessa categoria, mas não que mereça ser indicado, mas sim porque é um ótimo filme. A última vaga fica dividida entre Transformers e Up. Creio que a vaga será preenchida pelo último, afinal, os filmes da Pixar dificilmente são esquecidos nas categorias de som. Dificilmente filmes como Bastardos Inglórios e A Estrada figurem em ambas categorias de som, mas não devemos deixar de lado estes, nem qualquer outro filme que se encaixe nas categorias.
Então fica:
-Avatar
-Distrito 9
-Star Trek
-Guerra ao Terror
-Up
Previsões para o Oscar: Efeitos Visuais e Maquiagem
0 comentários Postado por Matheus Pereira às 12:51Pra começar, vou comentar sobre os que podem figurar nas categorias de Efeitos Visuais e Maquiagem.

A categoria de Efeitos Visuais este ano está muito concorrida. Apesar de já se saber o favorito absoluto (Avatar), os outros dois filmes para preencher as duas últimas vagas ainda são um mistério. Distrito 9, 2012, Star Trek e Transformers - A Vingança dos Derrotados lutam lado a lado pelas duas vagas restantes. Todos comentam que Transformers é garantido, eu acho que não. A Academia já indicou o primeiro filme e o esnobou, creio que este ano não irão indicá-lo só para esnobá-lo de novo, principalmente tendo em vista que há concorrentes melhores. A Acadêmia pode não indicá-lo pelo fato de que é um filme que, no máximo, receberá mais um ou duas indicações. A mesma coisa ocorre com 2012, que apesar de ser um filme de efeitos visuais pode não figurar nesta categoria porque dificilmente concorrerá em outras. Já Distrito 9 é quase certo, já que é um filme que muito provavelmente irá figurar em outras categorias, inclusive na principal, é uma forma de homenageá-lo, já que muito provavelmente não levará algum prêmio. Star Trek tem grandes chances, já que vem sendo bajulado por sindicatos e críticos. É um filme que tem capacidade de figurar em outras categorias, o que ajuda bastante. Avatar tem 98% de chance de ser indicado, se não for, eu corto a língua!
-Avatar
-Distrito 9
-Star Trek

Como você já deve saber, Avatar foi limado (justo) da categoria, afinal, tudo é baseado nos efeitos de computação. Então, essa é uma das poucas categorias técnicas em que o longa de James Cameron não figura. O único que é certo na categoria é Distrito 9. Um filme que eu gostaria de ver entre os indicados é Arraste-me Para o Inferno, de Sam Raimi. A maquiagem do longa é simples e criativa, nada de muito exagerado, mas nem semi-finalista o filme é. Dos semi-finalistas, os filmes mais certos são Star Trek e O Mundo Imaginário de Dr. Pernassus, porém A Estrada pode figurar, já que o filme pode ser esquecido em outras categorias, (ás vezes isso ajuda, ás vezes atrapalha) seria uma boa forma de homenageá-lo. O italiano Il Divo vem sendo bem elogiado nessa área, mas não deve figurar. Uma Noite no Museu 2 e The Young Victoria difcilmente serão finalistas.
-Distrito 9
-Star Trek
-O Mundo Imaginário de Dr. Pernassus



AVATAR afunda Titanic e torna-se a maior bilheteria da história!
6 comentários Postado por Matheus Pereira às 20:45
A FOX anunciou hoje oficialmente que em 40 dias AVATAR quebrou o recorde e é a maior bilheteria. Resta pensar: Qual será o próximo filme que passará de Avatar? Quando será? Quem vai ser o diretor responsável por tal façanha? Só o tempo dirá. Por hora, basta ficar de boca aberta ante ao poder de Cameron e Avatar. Há quase quinze anos ninguém imaginava, hoje já sabemos.
Aguarde por mais notícias!
Bastardos Inglórios
Melhor Elenco de Dublês
Star Trek
Melhor Ator
Jeff Bridges por Coração Louco
Melhor Atriz
Sandra Bullock por The Blind Side
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz por Bastardos Inglórios
Melhor Atriz Coadjuvante
Mo'Nique por Preciosa



Infelizmente ainda não assisti ao elogiadíssimo filme de Duncan Jones e com Sam Rockwell, mas posso falar de seu cartaz: brilhante! Os dois cartazes de "Lunar" são excelentes, mas este tem algo mais. O "desenho" da suposta Lua parece uma ilusão de ótica e nos passa com perfeição as alucinações que o personagem tem durante o filme. Pouco tenho a falar, apenas veja o pôster e tire suas conclusões.

Ok, ok, o pôster de "Up!" é lindo, mas o de "Coraline" é mais que lindo. O pôster é exatamente o que o filme é: uma mistura de muitas cores com escuridão. O grande trunfo do cartaz e do próprio filme é flertar com as cores vivas e as mais "mortas" (no sentido mais popular) sem confundir, mas sim criando um clima incrível. O cartaz, como eu já havia comentado, tem de vender seu produto. E o pôster de "Coraline" faz isso com perfeição, dizendo de cara do que se trata e qual seu estilo. Não esconde de ninguém que trata-se de um stop-motion e que o clima é bem Tim Burton. Não deixe de conferir o longa, por enquanto aprecie o belo pôster!

Melhor Pôster - Fantasia

Melhor Pôster - Ação/Aventura
O filme não é grande coisa, mas o pôster consegue unir duas coisas: o típico cartaz de ação (homem armado defendendo uma mulher) e arte (a arquitetura do museu onde se passa a cena do cartaz). Juntando as duas coisas, resultou no belo cartaz de "Trama Internacional". O pessoal responsável pela divulgação foi inteligente: usou a melhor cena (e única coisa "quase-memorável do filme inteiro) para vender o produto. Enganou direitinho e vendeu o que devia. O outro cartaz que mostra um pequeno mosaico de imagens do filme também é muito bonito. Pena que o filme não é como o cartaz...

Melhor Teaser-Pôster
Destaques:

Cartaz mais "cuti cuti"

Espero que tenham gostado! Comentem!
O aclamado diretor Spike Jonze ('Onde Vivem os Monstros') criou um curta-metragem de 30 minutos intitulado 'I’m Here'. O trailer acaba de ser liberado no site oficial.
A história se passa em Los Angeles. Atualmente, a vida corrida de todos continuam no mesmo ritmo, com exceção dos habitantes robôs capazes de amar.
Um solitário e metódico robô bibliotecário sem criatividade encontra uma robô aventureira e com espírito livre.
O trailer emociona e até mesmo já faz pensar, imagine o curta na íntegra!
O Curta será apresentado no Festival de Sundance, este ano.
Foram anunciados os indicados ao BAFTA, o Oscar britânico. A premiação vem se firamando como a mais confiável prévia do Oscar (ao menos para prever os indicados), por ser uma das mais justas premiações. Este ano, como o esperado, "Avatar" de James Cameron, "Guerra ao Terror" de Kathryn Bigelow e "Educação" de Lone Scherfig lideram a premiação com 8 indicações cada. Os dois primeiros firmam o favoritismo ao Oscar e o último se fortalece. A surpresa foi a ausência de Bastardos Inglórios na categoria principal, mas isto não é difícil de entender, já que o BAFTA é uma premiação britânica, logo eles preferem "homenagear" os filmes britânicos. Uma grande surpresa foi a presença de "Se Beber, Não Case" na categoria de Roteiro Original. Outras surpresas são: Andy Serkins na categoria de Melhor Ator, Saoirse Ronan, Melhor Atriz e Neil Blomkamp, Melhor Direção.
Segue abaixo a lista completa. Tire suas conclusões!
MELHOR FILME
Avatar
Educação
Guerra ao Terror
Preciosa
Amor Sem Escalas
MELHOR DIRETOR
James Cameron, por Avatar
Neill Blomkamp, por Distrito 9
Lone Scherfig, por Educação
Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror
Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Jon Lucas e Scott Moore, por Se Beber, Não Case
Mark Boal, por Guerra ao Terror
Joel e Ethan Coen, por Um Homem Sério
Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios
Bob Peterson e Pete Docter, por Up - Altas Aventuras
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Neill Blomkamp e Terri Tatchell, por Distrito 9
Nick Hornby, por Educação
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche, por In the Loop
Geoffrey Fletcher, por Preciosa
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas"
MELHOR ATOR
Jeff Bridges – Coração Louco
George Clooney – Amor Sem Escalas
Colin Firth – Direito de Amar
Jeremy Renner – Guerra ao Terror
Andy Serkis - Sex & Drugs & Rock & Roll
MELHOR ATRIZ
Carey Mulligan – Educação
Saoirse Ronan – Um Olhar do Paraíso
Gabourey Sidibe – Preciosa
Meryl Streep – Julie & Julia
Audrey Tautou – Coco Antes de Chanel
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Alec Baldwin – Simplesmente Complicado
Christian McKay – Me and Orson Welles
Alfred Molina – Educação
Stanley Tucci – Um Olhar do Paraíso
Christoph Waltz – Bastardos Inglórios
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Anne-Marie Duff – Nowhere Boy
Vera Farmiga – Amor Sem Escalas
Anna Kendrick – Amor Sem Escalas
Mo’nique – Preciosa
Kristin Scott Thomas – Nowhere Boy
MELHOR FILME BRITÂNICO
Educação
Fish Tank
In the Loop
Lunar
Nowhere Boy
MELHOR ESTREIA BRITÂNICA
Lucy Bailey, Andrew Thompson, Elizabeth Morgan Hemlock, David Pearson, diretores, produtores de Mugabe and the White African
Eran Creevy, roteirista/diretor de Shifty
Stuart Hazeldine, roteirista/diretor de Exam
Duncan Jones, diretor de Lunar
Sam Taylor-Wood, diretor de Nowhere Boy
MELHOR FILME DE LÍNGUA NÃO-INGLESA
Abraços Partidos
Coco Antes de Chanel
Deixa ela Entrar
Profeta
A Fita Branca
MELHOR ANIMAÇÃO
Coraline
O Fantástico Sr. Raposo
Up – Altas Aventuras
MELHOR TRILHA SONORA
Avatar – James Horner
Coração Louco – T-Bone Burnett, Stephen Bruton
O Fantástico Sr. Raposo – Alexandre Desplat
Sex & Drugs & Rock & Roll – Chaz Jankel
Up – Altas Aventuras – Michael Giacchino
MELHOR FOTOGRAFIA
Avatar
Distrito 9
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
A Estrada
MELHOR EDIÇÃO
Avatar
Distrito 9
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Amor Sem Escalas
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Avatar
Distrito 9
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus
Bastardos Inglórios
MELHOR FIGURINO
Brilho de Uma Paixão
Coco Antes de Chanel
Educação
Direito de Amar
The Young Victoria
MELHOR SOM
Avatar
Distrito 9
Guerra ao Terror
Star Trek
Up – Altas Aventuras
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar
Distrito 9
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Guerra ao Terror
Star Trek
MELHOR MAQUIAGEM
Coco Antes de Chanel
Educação
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus
Nine
The Young Victoria

Garota Infernal fala sobre garotas e garotos normais, com problemas e hormônios, mas Cody dá pitadas de terror na realidade. Jennifer (Megan Fox) é a garota mais bela e popular de uma escola de uma cidadezinha no interior dos EUA. Mesmos sendo tão popular, Jennifer não se separa da feinha e "nerd" Neddy. Até aí parece clichê, mas as coisas mudam quando as duas vão a um bar em que uma banda irá tocar. Lá, o bar pega fogo, as garotas fogem. Os integrantes da banda também. Fora do bar, Jennifer está atordoada, e o vocalista leva a pobre garota pra um lugar mais reservado, e lá faz um ritual que não dá muito certo, pois eles precisavam de uma garota virgem, e de virgem Jennifer não tinha nada. O ritual feito para conseguir sucesso sai errado e quem mais se dá mal são os garotos em busca de muito sexo e peitos de fora.
Cody talvez se dê bem devido a isso: pegar pessoas normais e dar tons absurdos a estas. Cody capricha no texto e concebe uma história deliciosa. Afiado e repleto de referências pop (há uma bebida em tributo ao 11 de setembro. São dois copos finos, um ao lado do outro, o líquido é uma mistura de azul, branco e vermelho, cores da bandeira americana, e os copos são as "torres", tirada corajosa de Cody), Garota Infernal jamais soa desinteressante. É engraçado, original, inteligente e com muito sangue e Fox com roupas curtíssimas. Há clichês, afinal, trata-se de colegiais, e mesmo se esforçando o baile de primavera e os estereótipos são inevitáveis. Cody é feliz em suas escolhas e na narrativa. Toma rumos interessantes e não deixa a peteca cair, e o melhor, ao invés de deixar uma ponta para uma continuação, Cody resolve tudo num mesmo filme. Na última cena pensamos: "Certo que haverá continuação", mas quando os créditos finais começam, somos apresentados aos rumos de uma personagem, e o assunto para tal seqüência é resolvido só nos créditos.
A parte técnica é excelente. Desde a própria direção, que mesmo falhando, é interessante, passando pela ótima direção de arte e pela competente fotografia, e terminando na trilha sonora perfeita, Garota Infernal é um bom pacote, mesmo que falte uma coisinha e outra. Garota Infernal tropeça, mas nunca quebra a cara. Uma boa mistura de comédia, terror e Megan Fox...
Eis a quinta parte dos Melhores Momentos: Anos 2000!
Colateral - Michael Mann é um cineasta que vai contra a maré. Enquanto outros cineastas criam outras tecnologias, as aperfeiçoam e depois criam outras (James Cameron que o diga), Mann há tempos está aperfeiçoando a mesma técnica. Levemente testada em filmes anteriores (Ali) e constantemente usada em Colateral, Mann aperfeiçoou a técnica digital em Inimigos Públicos. Mas foi mesmo em Colateral que o cineasta mostrou ao mundo como se usa uma câmera digital com maestria. Mann trás seu filme grande parte da metragem dentro de uma táxi, o que poderia trazer dores de cabeça infindáveis ao diretor trouxe o status de "mago das câmeras digitais". Mann soube como ninguém manusear sua câmera dentro de um carro, pondo um clima claustrofóbico nas cenas (nos últimos anos o único que soube manusear uma câmera dentro de um carro com perfeição foi Alfonso Cuarón em Filhos da Esperança e Steven Spielber gem Guerra dos Mundos, mas este último também realizou a sequência fora do carro). Roteiro inteligente, que dá sinais de tropeços, mas na verdade nunca cai. O filme mostra, principalmente, as escolhas pequenas que fazemos todos os dias, mas que causam um efeito enorme depois. Em um teste, por exemplo, se você marcar rapidamente a alternativa "D", esta é uma pequena escolha que pode acarretar no seu sucesso ou na sua desgraça. Aqui, quando Vincent (personagem de Tom Cruise) chega na janela do táxi de Max (Jamie Foxx) e este não escuta, Vincent vai embora à busca de um outro táxi, ao notar que Vincent está indo embora, Max o chama. Vincent entra no carro e dali em diante a noite é turbulenta. E se Max não visse Vincent e deixasse ele procurar outro táxi? E se Vincent embarcasse em outro táxi? Os rumos seriam diferentes? Um simples ato de chamar Vincent para o táxi fez da noite de um simples taxista a mais alucinante de todas. A parte final é tensa e mostra um jogo de sombras em vidraças que faz de Vincent um assassino serial no estilo de Jason Voorhees.
Madrugada dos Mortos - Alguém teria que representar os eternos zumbis, afinal, estes tomaram boa parte dos cinemas na década passada. Uns feitos diretos para TV e sem grandes pretensões, outros dignos de nota, mas pouquíssimos, talvez uns dois, ou ainda mais dramático: um apenas. E este é Madrugada dos Mortos de Zack Snyder. Aqui não vemos apenas mortes e muito sangue, e sim algum propósito, alguma ação. É um filme que incrivelmente tem conteúdo. O primeiro filme da curta e já brilhante carreira que inclui 300 e Watchmen, ambos dignos de nota, e que com certeza terão espaço nesta lista. Snyder cria algumas cenas marcantes e bem feitas(uma das cenas iniciais em que uma câmera está presa na parte traseira do carro filmando todo o caminho percorrido e mostrando toda a catástrofe) e extremamente gráficas (a cena da mulher obesa e infectada e nojenta e muito bem feita). Tenso, trash, movimentado e cheio de referências pop, "Madrugada" tem tudo o que um fã de filmes de zumbis quer. Znyder honra os filmes de outrora de Romero, cria um novo estilo e chama novos fãs ao gênero. Depois deste veio o mediano, mas divertido, Terra dos Mortos de Romero. "Terra" não teve a mesma sorte e a mesma mistura de "Madrugada", mais recentemente chegou diretamente em DVD o mediano Diário dos Mortos, também de Romero, este nem é digno de uma nota importante, segue os mesmos estilos de vários outros filmes do gênero, que com certeza não está desgastado, pois se estivesse Snyder não tinha concebido uma obra tão boa. Destaque para as cenas inicias em que a personagem principal vai descobrindo das piores formar o que está acontecendo. Mas nada se compara ao final, que de um ponto de vista, é revoltante...
Guerra dos Mundos - Não sei se você notou, mas em cada edição desta matéria sempre consta um filme duramente criticado pelo público e pelos "especializados". Já passaram por aqui A Vila (tem seus defensores, mas estes são minúsculos perto dos inúmeros detratores), O Terminal e A.I. Inteligência Artificial (está entre os cinco melhores filmes da década, na minha opinião), mas como esta é uma lista pessoal, e todos os filmes que constam aqui é porque me marcaram de alguma maneira, seja ela pequena ou enorme, muitos destes filmes criticados passarão por aqui, seja representado por um filme em cada edição, ou por mais. O maior representante de tais filmes nesta edição é Guerra dos Mundos de Steven Spielberg. Muitos e muitos criticam este divertido filme, mas eu adoro, Há algo nele, assim como em muitos outros filmes, que bloqueiam os tais erros que todos comentam, parece que só tenho olhos para as qualidades do filme, que convenhamos, não são poucas. Tem furos de roteiro? Tem sim, mas os filmes mais vistos e elogiados e vistos dos últimos anos também (hã... err... bem... huummm... Titanic... hummm... Avatar... hãããã...). Já perdi as contas de quantas vezes assisti. Divertido e com uma levada sedutora, "Guerra dos Mundos" te pega de leve, te prende aos poucos, te sacode e te diverte. Não é só efeitos, tem lá sua histórinha, pode até ter seus clichês ou derrapadas, mas a diversão paga tudo. É como montanha-russa, no final você vomita ou passa mal, mas a diversão é impagável. Destaque: para o plano seqüência dentro e fora de uma carro em movimento, a direção de Spielberg, como sempre, se destaca.

Marcas da Violência - O que te marca? Não, não fisicamente, mas sentimentalmente, moralmente? A mentira? A violência? A violência marca as pessoas para sempre. Seja o agressor, seja o agredido. Ambos são marcados. Aquela velha história de quem bate esquece e quem apanha não, cai por terra. Se você bate, e a pessoa agredida ou algum conhecido volta para a vingança, ah meu caro, podes ter certeza que você também foi marcado pela violência. A violência envolve muito mais do que você imagina. Não é só o físico. Só o soco. Só o chute. Violência envolve princípios, atitudes, moralidades. Se você bate em alguém é porque algo diverge. Alguma opinião, algum princípio. Se você tiver um pingo de bom senso e inteligência não vai sair batendo em qualquer um que vê pela frente, você pode partir para a violência física se a violência verbal e moral o afetou em primeiro lugar. Enfim, a violência envolve sentimentos: a raiva, o ódio, os requisitos básicos de defesa humana. É lógico que nesta pequena obra-prima de David Cronenberg muito mais é explorado, mas a violência vem em primeiro lugar. Ambos os lados são marcados, não temporariamente, mas para sempre, é como os dilemas: um gay nunca vira um ex-gay, um viciado nunca vira um ex-viciado (muito poucas vezes isto acontece), ou seja, tudo volta, seu passado reflete em seu futuro, a violência vai, vem, dá uma volta e para na sua frente de novo, volta pra você como um boomerang, no final todos envolvidos são marcados, resta saber se você vai encará-la novamente ou não. Destaque para as fortes cenas de violência e sexo, extremamente bem dirigidas por Cronenberg.
Batman Begins - Depois de ser revelado ás telonas pelo gênio Tim Burton em Batman e Batman: O Retorno, a saga do homem morcego já teve seus altos e seus baixos até ser reinventada com maestria por Christopher Nolan. Já ficou sombria com Burton, virou um carnaval indo contra a ordem correta da coisa nas mãos de um perdido Joel Shumacher e chegou ao ápice com o roteiro dos Nolan Brothers. Nolan, juntou um tom sombrio, um roteiro inteligente, vilões realistas, realidade e a origem do morcegão. O resultado, foi um profundo filme de superherois que até então não se vira no cinema. Nolan foi até o limite a aproximou Batman e Wayne o máximo que podia da realidade. Aqui, os heróis e seus antagonistas não voam, não atiram teias ou são destrutíveis diante uma pedra verde, aqui heróis e antagonistas são pessoas normais, com problemas normais que veem na violência ou na proteção uma forma de pôr para fora seus sentimentos mais profundos. Bruce Wayne, por exemplo, veste uma "fantasia" de morcego porque acha que a "fantasia" irá assustar seus adversários, assim como os morcegos normais os assustavam. Os antagonistas não são simples vilãezinhos de fazem o mal e dão risadas malévolas, aqui os vilões têm princípios, opiniões, lados e atitudes deveras humanas. Nolan, como sempre, concebe uma direção perfeita, na técnica e na narrativa, Nolan tem um poder sobre seus projetos que impressiona. Nolan sabe onde está pisando, conhece o terreno e concebe cenas tecnicamente perfeitas e emocionalmente profundas. Amparado é claro, pela excelente fotografia indicada ao Oscar. O melhor momento é o do treinamento com Liam Nesson. Nolan preparou o terreno para a obra prima absoluta do heroi.

King Kong - Peter Jackson sabe como comandar um espetáculo grandioso. Sabe unir cérebro e ação desenfreada sem perder a mão. Foi assim na trilogia O Senhor dos Anéis (mantive o acento agudo pois se trata de um título criado antes da mudança ortográfica) e é assim em King Kong. Jackson cria cenas inimagináveis, amparado por efeitos especiais que quebram qualquer paradigma e surpreende até os mais "acostumados". Cenas antológicas como a briga com enormes dinossauros e a batalha final na cidade já fazem parte da memória humana e cinematográfica. Certa vez, passava por uma loja daqui do centro da cidade, e estava passando em uma TV King Kong, era na época em que o DVD acabara de sair. Era uma tela plana de umas 32 polegadas ou mais, curiosamente passava no momento a cena de luta de Kong contra os dinossauros. Consegui constatar que era tal cena quando me esgueirei no meio de uma incrível aglomeração na frente da loja. Várias pessoas pararam na frente da loja apenas para assistir a movimentada e bem feita cena. Ninguém queria o DVD, muito menos a cara TV, todos queriam era assistir a cena, prestigiar o espetáculo de Jackson. Isso, é a tão falada magia do cinema, com efeitos ou sem efeitos especiais, garanto que as pessoas chegariam perto e acompanhariam as imagens de Jackson, por quê? Porque Jackson sabe conduzir um espetáculo como ninguém, seja ele pequeno, seja ele grandioso.

Sin City - Nunca gostei de Robert Rodrigues. Confesso. Aprendi a gostar de Quentin Tarantino com a Anabela e os amigos da comunidade. Sin City tinha tudo para dar errado pra mim. E deu. Na primeira vez que o assisti achei péssimo. Péssimo mesmo, com "p" maiúsculo. Não gostei do estilo, da história, da direção, de tudo. Mas parece que Deus sabia que eu se eu assistisse de novo, eu ía gostar. Dito e feito. Mesmo não gostando da primeira vez, parei e assisti de novo. A surpresa? Gostei. Inexplicavelmente, aquele filme que havia odiado, tinha me convencido. O estilo parece que tinha mudado de "sem graça" para revolucionário, ou não, já que ninguém conseguiu repetir tal estilo com tanta sorte e perfeição, nem mesmo o criador Frank Miller no péssimo (esse nem com três visitas posteriores se torna bom) The Spirit conseguiu repetir tal estilo. Sin City parece uma HQ em movimento. A melhor cena, é claro, é aquela dirigida por Quentin Tarantino em que Benício Del Toro conversa com Clive Owen dentro de um carro, só que Del Toro está numa situação, digamos, absurda...

Diários de Motocicleta - Esta não é uma história de façanhas extraordinárias. Algo parecido é dito logo nos segundos iniciais de Diários de Motocicleta. Não são as façanhas de Guevara e Granado que importam no longa de Walter Salles, e sim o aprendizado com tais façanhas ou as consequências de tais façanhas. Atravessar a América Latina em uma moto já é um façanha louca e admirável, agora, cruzar a América Latina, numa moto caindo aos pedaços, é um façanha digna de Nobel. Sob a "Poderosa" Guevara e seu fiel parceiro resolvem cruzar a Amércia Latina. Granado, um bioquímico, Guevara, um estudante no final da faculdade de medicina. Dois loucos que partem em busca de sonhos: conhecer outros lugares e pessoas, se divertir, aprender e tudo mais, mas o destino dos loucos argentinos é chegar no Peru, em um local onde as pessoas com lepra ficam, lá eles irão se aprofundar no assunto e aprender os mais sublimes sentidos da vida. Walter Salles alia técnica, emoção, alma e realidade ao filme. Diários é um road movie, não podemos negar, mas seu roteiro não cai na pieguisse, as atuações são excelentes, com destaque, claro, para Gael García Bernal e Rodrigo De la Serna (primo em segundo grau de Che Guevara), este último, rende as cenas mais cômicas e inesquecíveis, desbocado e bom de papo, De la Serna injeta uma humanidade inacreditável a Granando, o que poderia ser apenas um personagem para alívio cômico, torna-se um homem real, com erros, mas eternamente fiel ao amigo Guevara. Dirigido com maestria pelo brasileiro Salles, "Diários" pode não ser uma história de façanhas extraordinárias, mas é, ao todos, uma façanha mais que extraordinária.
E comentem!
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