"Eu apenas quero ser perfeita!" - Nina Sayers
Darren Aronofsky dialoga sobre temas complexos e muitas vezes intocáveis. Ele vai onde outros cineastas jamais se atreveriam a ir, numa zona onde poucas coisas são palpáveis e muitas estão apenas no subconsciente. Réquiem para um Sonho, perturbador filme sobre drogas e os efeitos que esta causa em seus usuários, tratava de um tema polêmico com fibra e coragem, sem amenizar momento algum, entregando uma experiência sensorial irrepreensível, mas que de tão forte, deve ser assistida apenas uma vez. Uma única e marcante vez. Mas a parte "física" da fita não era o grande atrativo ou o grande choque. A degradação física chocava (Ellen Burstyn raquítica, Jared Leto com braços praticamente putrefatos devido injeções e uma Jennifer Connely chegando ao nível mais baixo que se pode imaginar), mas era a psicologia da coisa toda que deixava os sentidos à flor da pele. E é isso que o diretor buscava e sempre buscou durante sua incrível filmografia. Até mesmo o recente O Lutador, que para muitos parece apenas um filme sobre luta livre sem muito sentido, busca nas emoções de seu protagonista, uma forma de existir além do "simples Cinema". O ambicioso e subestimado Fonte da Vida ia além de tudo que o cineasta até então fizera. Viajava no tempo e espaço costurando uma narrativa filosófica e cheia de sentidos, cheia de simbolismos que nem mesmo seu criador consegue explicar. Em Cisne Negro o balé é apenas o pano de fundo para Aronofsky pintar mais um quadro perturbador e fascinante. Aqui, assim como nos demais exemplares, há a degradação física (unhas caindo, pedaços da pele sendo arrancados, espelhos quebrados sujos cacos perfuram a carne...), mas quando o longa mergulha na mente do cisne é que as dimensões tornam-se incomensuráveis. Cisne Negro é o tipo de filme que te transporta para fora da sala de cinema com uma dúvida, um diabinho, com um tridente vermelho e um par de chifres, que lhe indaga questões profundas, que te faz lembrar cada metáfora e simbolismo da obra recém assistida e faz o cérebro criar teorias e paralelos tentando montar o grande quebra-cabeças psicológico. É esse "diabinho" que provoca perguntando se você realmente entendeu o filme, fazendo-nos retornar e apreciar a obra mais uma vez. Não temos aqui várias camadas de sonhos e piões que não param de rodar, temos apenas uma bailarina, sua mente e sua busca pela perfeição.

"O único jeito de ser feliz é amando; se não amar, a vida apenas passará por você." - Mrs. O'Brien
Não clamemos Terrence Malick como um gênio. O recluso senhor concebe uma nova obra de anos em anos, e cada trabalho seu é realizado com esmero e paciência, mas nem por isso ele se torna um gênio. Sua filmografia é rica e acima da média? Com certeza. Até mesmo seus filmes menores, como Novo Mundo, por exemplo, são excelentes; mas a superestimação acerca da figura enigmática do cineasta é incabível. Dito isso, posso afirmar que não sou um cinéfilo que se curva para o diretor como muitos fazem, nem brado superlativos aos quatro cantos para descrever suas obras. Considero A Árvore da Vida fantástico, e a direção do longa é a melhor deste ano, mas tenho tal opinião pelo filme em si; não o elogio devido a elogiosa carreira de seu realizador, mas porque o filme, sozinho, merece tais regalos. A Árvore da Vida é, assim como Cisne Negro, uma obra sensorial; porém, na obra de Malick, os sentidos são ainda mais aguçados do que na de Aronofsky. O espetáculo de sons e imagens vai fundo na alma daqueles que compram a ideia da obra, mas perturbam aqueles que não conseguem aceitar as filosofias do diretor. Entende-se, afinal de contas, A Árvore da Vida toma algumas decisões de cunho filosófico e religioso um tanto pessoais e radicais, o que afasta aqueles de opiniões divergentes ou aqueles que não foram ao cinema ouvir a opinião dos outros. É um filme difícil, e compreende-se aqui, mais do que em qualquer outro exemplar lançado este ano, a reclusa de certos espectadores. E aqui, desviando das metáforas e filosofias da obra, faço um comentário: que mágico é o Cinema, não é mesmo? Capaz de tocar profundamente alguns, emocionando-os e fazendo-os refletir, e incomodando tantos outros, que saem durante a sessão. O Cinema é isso, é universal, é um livro em branco propício a receber em suas páginas linhas das mais diversas opiniões; nem que estas não sejam aceitas e ganham, em muitos casos, as vaias e as costas da plateia enraivecida. É uma pena, mas aceitável.

"Você deve pagar por tudo neste mundo, de uma forma ou outra. Não há nada de graça, exceto a graça de Deus." - Mattie Ross
Joel e Ethan Coen entregam, mais uma vez, um roteiro magnífico em que os personagens são definidos em poucos segundos. Com algumas palavras e gestos, os perfis de cada um são traçados com elegância e perícia. Cogburn, por exemplo, poderia ser um clichê ambulante, um câncer maligno em toda a trama, mas o roteiro o trata como um homem surrado pelo tempo e pela vida, uma caixa velha cheia de segredos que, diferentes do que muitos pensam, tem medo de muita coisa. Valente e desprovido de muitas emoções, Cogburn em hipótese alguma deve ser considerado herói. Anti-herói, talvez, mas nunca um homem cujos atos devem ser seguidos. Cogburn não é um exemplo, apenas um homem que vive e tira vidas por dinheiro. E o carisma infindável de Bridges faz com que torçamos por um sujeito de características tão reprováveis. Não fosse a sutileza da atuação magnífica do veterano agraciado com um Oscar no ano passado, sentiríamos nojo, desprezo e não nos importaríamos com o destino do mercenário, mas o que acontece é a clara percepção de que o sujeito tem um bom coração; um homem que, mesmo corrompido pelo efeito do tempo e das coisas, pode surpreender com atos de pura bravura. Uma "Bravura Indômita". Mas quem detém o poder da "Bravura Indômita" do título? Todos os personagens são bravos, indômitos. Talvez sejam os Coen; os caras que puseram o western de volta no mapa cinematográfico.

"Até o fim!" - Sirius Black
"Olhe para mim... Você tem os olhos da sua mãe." - Severus Snape
Há uma magia na série Harry Potter que fez com que esta durasse dez anos. Não a magia vista nos filmes, com pinturas que se mexem; carros que voam; salgueiros que lutam; mas sim, uma magia pura, simples e inestimável. Algo que ninguém - nem mesmo os responsáveis pela série - pode explicar. A magia a qual me refiro é aquela que moveu uma legião de fãs durante anos e anos; aquela que incentivou crianças a lerem e a escreverem; aquela que apresentou a fantasia e ativou a imaginação na mente de várias pessoas, de diversas idades; aquela incomparável magia que hoje faz com que várias pessoas derramem lágrimas sinceras durante o último e derradeiro filme da maior saga cinematográfica de todos os tempos. A triste despedida já passou. Foi difícil. O que ficou foi um imenso vazio. Foi triste ver aquelas figuras, que acompanhamos por tantos anos, ficarem para trás. Foi um estranho misto de tristeza e alegria ouvir o tema da saga ecoando nos créditos finais. Não posso afirmar, pois o tempo é remoto e imprevisível, mas duvido, realmente, que algo como Harry Potter surja novamente nos cinemas e na literatura. Tenho orgulho de dizer, com uma tristeza inimaginável no coração: eu cresci com Harry Potter.

"Eu sou um sujeito ciumento e confiante. É uma dissonância cognitiva." - Gil
É estranho quando um filme de Woody Allen faz o sucesso que Meia-Noite em Paris fez. Os filmes de Allen são, em geral, semelhantes na sua abordagem visual e todos se debruçam basicamente em um roteiro esperto e original. Digo que o sucesso é estranho pelo fato de que Meia-Noite é aquilo que o diretor está acostumado a fazer; segue a regra do apelo visual simples e do roteiro afiado aliado a um elenco soberbo. Várias outras obras do cineasta, também fabulosas, não ganharam os louros que este ganhou. Talvez a "grande" diferença seja um "pequeno" detalhe. Talvez seja a cidade-personagem da vez, Paris, bela em qualquer enquadramento. Talvez seja o carisma de Owen Wilson - num dos melhores papéis de sua carreira - ou talvez seja a originalidade/inteligência de Allen em alta, ainda mais perceptível do que nos outros filmes. É um filme de Woody, nota-se a sua assinatura em cada diálogo, em cada cena, mas este tem algum segredinho, algum pontinho que o difere dos demais. Tem aquela analogia a sua própria filmografia, aquela volta ao passado deliciosa. Tem Paris e Allen ao mesmo tempo... Ei, aí está o segredo!

"Coisas ruins acontecem..." - Joe Lamb
O que há de mais belo em Super 8 é a homenagem de um fã a seu ídolo e à época em que cresceu. J.J. Abrams pega os saudosistas pela mão e os leva de volta à década de oitenta, ao estilo que Steven Spielberg, seu mestre, ajudou a construir. O resultado é uma ode ao inconfundível período que trouxe Os Goonies, ET - O Extraterrestre, Conta Comigo, entre outros, e que marcou Spielberg não só como uma eterna criança, mas como o criador do que hoje conhecemos como "blockbuster". Um grupo de amigos - garotos em sua maioria, com uma garota e outra para equilibrar a coisa toda - e uma situação anormal, uma aventura. Um tesouro, um alienígena cujo peito brilhava, a ponta do dedo acendia e que vivia falando "ET; fone; minha casa" ou o cadáver de um menino eram pretextos para aventuras e descobertas. Na época eram aventuras simples, diversões de uma tarde no cinema, hoje ganham contornos mais complexos. Hoje, cada obra é um portal, uma nostalgia. Hoje são clássicos, exemplos, manuais de como fazer um bom e divertido filme. Foi lendo e relendo estes manuais que Abrams concebeu Super 8. Aqui temos um trem que descarrila e libera de seu âmago de aço uma estranha e perigosa criatura alienígena. Abrams une as características oitentistas com uma abordagem mais atual e pop; o resultado é um longa divertido e emocionante - o final, tocante, é de partir o coração de qualquer nostálgico -, uma obra que, além de tudo, ainda presta uma homenagem ao Cinema em si, revelando-se levemente metalinguístico com os meninos que querem completar seu pequeno filme a qualquer custo, remetendo ao próprio Abrams, a Spielberg, a qualquer diretor ou cinéfilo que, quando jovem, já tentou realizar o seu próprio filme. Há como não se render a uma obra dessas?

"Você pode começar uma guerra, quebrar o país, mas nunca, nunca durma com a estagiária. Eles te pegarão por isso!" - Stephen Meyers
Tudo pelo Poder tem o melhor - e em maior sintonia - elenco do ano. George Clooney - também diretor da fita -, Ryan Gosling (ótimo, mais uma vez), Philip Seymour Hoffman (numa das melhores atuações coadjuvantes do ano), Paul Giamatti (como o vilão - aparentemente - mais simpático) e Evan Rachel Wood (que se revela o centro da trama a certa altura). Tudo pelo Poder já merece créditos simplesmente pelo fato de não ser um filme político metido a intelectual que complica sua trama e a vida do espectador com diálogos absurdos e traminhas complexas que agradam apenas aqueles que realmente adoram a política; merece elogios também por escapar da armadilha do tédio, fugindo de diálogos massivos, longos e puramente políticos. Com um roteiro coeso e inteligente, o filme caminha com perfeita fluidez, apresentando personagens e situações totalmente críveis, jamais sendo previsível. Clooney, ainda que apresente uma direção convencional, conduz sua obra com firmeza e economia, deixando o elenco e o texto, praticamente sozinhos, fazerem o trabalho. Ninguém é santo e todos estão susceptíveis à corrupção, aos caminhos escusos do poder.

"Nunca me ocorreu que nossas vidas, tão intimamente entrelaçadas, poderiam se desmanchar com tal velocidade..." - Kathy
Não me Abandone Jamais poderia muito bem ser uma aventura futurística cheia de efeitos visuais, cenas de ação e clichês do gênero. Poderia se passar numa realidade paralela cheia de mistérios e segredos mirabolantes. A base da trama ajuda. Mas não é isso que acontece. O filme dirigido por Mark Romanek (do bom Retratos de uma Obsessão) é um drama intimista repleto de questões filosóficas. É, também, um romance que foge das convenções do gênero e emociona genuinamente. Melancólico, Não me Abandone Jamais é um filme difícil. Trás personagens tristes afogados num mundo igualmente triste. Da trilha sonora a fotografia, tudo remete a uma tristeza que parece nunca acabar. É uma obra que certamente não irá agradar quem busca histórias de amor e redenção com finais felizes e reconfortantes. Romanek guia o brilhante texto de Alex Garland (o mesmo roteirista do ótimo Extermínio) - baseado na obra de Kazuo Ishiguro - com firmeza. Sem revelar as surpresas da trama antes do tempo e criando um clima opressor e melancólico com sabedoria, o cineasta não se rende a exercícios de estilo ou devaneios tolos, seu objetivo é mostrar a vida e as questões que movem as ações dos personagens. O roteiro de Garland, aliás, desenvolve os personagens com cuidado, revelando detalhes mínimos no decorrer da trama que tornam as pessoas vistas na fita em seres críveis e multifacetados. Não muito rebuscado do ponto de vista técnico, mas profundo se analisarmos sua narrativa, Não me Abandone Jamais é cult sem forçar. Não obriga ninguém a considerá-lo assim. Apenas é. É um drama "simples" que passa sua mensagem sem apelar a sentimentalismos baratos e a clichês desnecessários. Uma obra para ser apreciada e guardada com gosto.

"Caesar is home." - Caesar
Mas são três pontos que elevam Planeta: a direção de Rupert Wyatt; os efeitos especiais que beiram a perfeição e a atuação cheia de humanidade de Andy Serkis. A direção de Wyatt (e aqui temos um ponto realmente surpreendente) é o pilar do filme: conduzindo com inteligência e talento as cenas de ação e com cuidado e calma as cenas mais dramáticas, Wyatt, que é um estreante nesse tipo de produção, mostra fibra e criatividade durante todo o tempo. Os planos abertos que revelam a cidade ou os closes que focam as mais sutis reações/emoções de Cesar, merecem atenção. E isto nos trás aos efeitos especiais do longa: com realismo impressionante, os símios de Planeta parecem reais. Os pêlos, os movimentos, os olhos; tudo é perfeito e detalhado. E isso ajuda na construção dos personagens e dão aos atores total liberdade. E assim chegamos ao terceiro item: a atuação de Serkis. Perito nesse tipo de projeto, Serkis já interpretou o lendário Gollum, em O Senhor dos Anéis, o King Kong e em dezembro chega aos cinemas em As Aventuras de Tintim, também vestindo os trajes da captura de movimento. Aqui, Serkis prova mais uma vez o seu talento interpretando não apenas um chimpanzé, mas sim, um ser dotado de inteligência e emoções, e cada olhar do ator e movimento, denotam o estudo aprofundado do mesmo com relação ao personagem e ao animal que ele teve de interpretar. É possível ver Serkis ali; podemos ver alguns traços de seu rosto em Cesar, o que dá ainda mais veracidade à atuação do ator. A obra trás também pontos interessantes da própria metalinguagem cinematográfica: até que ponto torcemos pelo "mocinho"? Quem representa o bem e o mal aqui? Tais questões podem soar maniqueístas, mas se tornam interessantes quando percebemos que os humanos são seres desprezíveis - e sabemos disso - e passamos a torcer pelo símio que, sem falar, nos agarra e nos faz pensar como e com ele. E isso é um grande feito dos roteiristas, do diretor, de Serkins e do filme como um todo.

"Socooooooooorro! Abram a porta! Ok; plano B!" - Rango
Ainda que a animação abra inúmeras portas e proporcionem altos voos aos realizadores, deve ser muito difícil escolher um tema para transformar em filme. Tendo em mente que o processo de criação de uma animação é muito longo e complicado, é preciso saber com total certeza o que se deseja fazer. É algo que envolve riscos, talvez seja a área do cinema mais perigosa. Fazer um filme sobre pinguins que dançam é algo muito arriscado. Criar uma obra que conte a história de um robô solitário que não fala é algo perigoso e que pode dar errado; investir anos de trabalho na história de um rato que é cozinheiro também é um feito que pode não ser reconhecido. Assim, chegamos a Rango. É importante que se diga, que, mesmo sabendo que a imaginação das crianças "aceite" bastante coisa, é complicado ter como personagens principais um camaleão solitário e magricelo e uma porção de personagens atípicos que fogem completamente do "desenho bonitinho". São animaizinhos que, mesmo tornando-se fofinhos com o passar do tempo, são esquisitos e podem afundar uma boa ideia. Afinal, ainda que os pequenos "aceitem" bastante coisa, eles são bem exigentes. Rango merece atenção só por isso. Investir em personagens atípicos, estranhos e que tenham algo a dizer. Em resumo, Rango é a melhor animação do ano. E o segundo melhor western, logo atrás de Bravura Indômita.
-Namorados para Sempre
-Um Novo Despertar
-Reino Animal
-Em um Mundo Melhor
-Deixe-me Entrar
-Inverno da Alma
-Biutiful
-Reencontrando a Felicidade
-127 Horas
-O Discurso do Rei

Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Meia-Noite em Paris
Não me Abandone Jamais
Tudo pelo Poder
Melhor Direção

Terrence Malick por A Árvore da Vida
Darren Aronofsky por Cisne Negro
Woody Allen por Meia-Noite em Paris
Lars Von Trier por Melancolia
Pedro Almodóvar por A Pele que Habito
Melhor Ator

Jeff Bridges por Bravura Indômita
James Franco por 127 Horas
Colin Firth por O Discurso do Rei
Ryan Gosling por Namorados para Sempre
Mel Gibson por Um Novo Despertar
Melhor Atriz

Natalie Portman por Cisne Negro
Juliette Binoche por Cópia Fiel
Jennifer Lawrence por Inverno da Alma
Kirsten Dunst por Melancolia
Michelle Williams por Namorados para Sempre
Melhor Ator Coadjuvante

Geoffrey Rush por O Discurso do Rei
Alan Rickman por Harry Potter as Relíquias da Morte - Parte 2
John Hawkes por Inverno da Alma
Andy Serkis por Planeta dos Macacos - A Origem
Christian Bale por O Vencedor
Melhor Atriz Coadjuvante

Hailee Steinfeld por Bravura Indômita
Mila Kunis por Cisne Negro
Helena Bonham Carter por O Discurso do Rei
Keira Knightley por Não me Abandone Jamais
Melissa Leo por O Vencedor
Melhor Animação

Kung Fu Panda 2
Rango
Rio
Melhor Roteiro Original
Cisne Negro
Meia-Noite em Paris
Namorados para Sempre
A Pele que Habito
Reino Animal
Melhor Roteiro Adaptado
Bravura Indômita
127 Horas
Inverno da Alma
Não me Abandone Jamais
Tudo pelo Poder
Melhor Edição
A Árvore da Vida
Bravura Indômita
Cisne Negro
127 Horas
Tudo pelo Poder
Melhor Fotografia
A Árvore da Vida
Bravura Indômita
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancolia
Melhor Direção de Arte

A Árvore da Vida
Bravura Indômita
O Discurso do Rei
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Thor
Melhor Figurino
Bravura Indômita
Burlesque
O Discurso do Rei
Um Sonho de Amor
A Última Estação
Melhor Trilha Sonora
A Árvore da Vida
127 Horas
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Os Muppets
Melhores Efeitos Especiais
A Árvore da Vida
Gigantes de Aço
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Planeta dos Macacos - A Origem
Transformers - O Lado Oculto da Lua
Todos os posters de Namorados para Sempre são bacanas. E todos eles se tornam mais belos - e trágicos - depois que assistimos ao filme. Um momento particular, uma bela fotografia, cores combinantes, uma bela história por trás de tudo e simplicidade fazem do pôster um literal "retrato" da excelente obra de Derek Cianfrance.


Deixe-me Entrar é quase tão bom quanto o original Deixa Ela Entrar. Só não é tão bom pelo fato de ser uma refilmagem, não ter aquele frescor original. É brilhantemente conduzido por Matt Reeves e faz algumas mudanças na história. O material promocional do longa é ótimo. O destaque são os cartazes.


Mais um no estilo "Bruxa de Blair" e "Cloverfield". Se é bom? Não se sabe. O filme de super herois "reais" foca em um grupo de adolescentes que ganham poderes e saem cometendo crimes e saindo da linha de diversas formas. Até que um deles exagera e... Bem, não é tão difícil imaginar a trama. O projeto tem chamado atenção devido a internet. Nomes em português escolhidos através de enquetes, posters bacanas visando um tipo de público, efeitos especiais e nerds que dão gás a esse tipo de filme fazem Chronicle (título original) ser conhecido.


Que Hugo, de Martin Scorsese, será um espetáculo visual, já sabemos. Prova disso são os belos posters. A fotografia, que desponta como um das favoritas ao Oscar, já mostra sua cara no material promocional. O branco da neve aliado às cores vivas da obra contrapõem lindamente. A aura nostálgica é a cereja do bolo.


Drive é cool. O longa inteiro é cool. Do primeiro ao último segundo. Com jeitão "oitentista" e um clima tenso, Drive é o tipo de filme que poucos assistem, o filme cult que foge da regra "filme cult é filme chato". A obra, vencedora do prêmio de Melhor Direção em Cannes, estreia em janeiro aqui no Brasil, e talvez fique mais conhecida pelo grande público, já que apenas cinéfilos e blogueiros atentos ao cinema que o conhecem bem. Os cartazes aqui exemplificados dão uma ideia do filme.


James McTeigue é um diretor de estilo. O ótimo V de Vingança é cheio de personalidade e visualmente impecável. Ninja Assassino pode não ser bom, mas tem uma interessante plasticidade. O Corvo parece unir as melhores características do cineasta, com belíssima fotografia e John Cusack no elenco. Edgar Allan Poe recebe uma dose de adrenalina, deixa as páginas de lado e vai resolver crimes baseados em suas obras. É original? Claro que não, mas o visual e a diversão parecem garantidos.
Matheus Pereira

Breaking Bad é, ao lado da finada Six Feet Under, minha série favorita. Bryan Cranston é um monstro e os três Emmy consecutivos de Melhor Ator que recebeu são mais do que justos. Walter White é o personagem com o melhor arco dramático dos últimos anos e seu pupilo, Jesse Pinkman (Aaron Paul, excelente), é uma das mais trágicas figuras da TV. O criador Vince Gilligan guiou o programa de forma magistral, conduzindo uma história profunda e coesa, aliado a uma brilhante equipe de diretores e roteiristas. Não há (repito: não há!) um episódio ruim. Há, obviamente, episódios magníficos e outros "apenas" excelentes, mas todos mantêm um nível acima da média. Com uma das melhores fotografias da temporada e uma season finale simplesmente perfeita, Breaking Bad é, sem pensar duas vezes, não só a melhor do ano, mas a melhor série da atualidade, dos últimos anos.
02º - Game of Thrones


Fringe pode ter suas idas e vindas absurdas na narrativa (temas trabalhados em temporadas anteriores, mas que são deixados de lado na temporada seguinte), pode ter alguns efeitos especiais medianos (é uma série da TV aberta, afinal) e uma mitologia que parece interminável. Mas o fato é que são justamente essas idas e vindas, esses efeitos e essa mitologia que fazem de Fringe uma grande série. Anna Torv, Joshua Jackson e, principalmente, John Noble compõem um trio carismático e adorável pra qualquer fã de ficção científica. A esperta heroína, o heroi e o cientista louco são os pontos principais do programa mais inteligente da TV aberta (e fechada, vamos lá...). É clichê e talvez exagerado alegar isso? Talvez; mas o fato é que elogiar Fringe é delicioso. Divertida e propiciando vários debates e teorias, a série se renova de tempos em tempos e surpreende a cada temporada.
04º - American Horror Story

Elogiar American Horror Story nos seus primeiros episódios era perigoso. A maioria bradava que Ryan Murphy perdera a cabeça e entregara o programa mais "sem noção" do ano. Esquisito e "brega" eram adjetivos constantes. Hoje a série ganhou um precipitado ar cult e é elogiada pela mesma maioria que a criticava anteriormente. Eu gosto de dizer que fui fisgado pelo programa logo no piloto, dirigido por Murphy. Gosto de ver que agora todos se dobram pela interessante mitologia criada pelo pai de Glee (...) e que toda a "cafonice" virou originalidade. A temporada acabou ainda esta semana, com um ótimo episódio final, que encerra o arco deste ano de maneira coerente e competente, abrindo bons caminhos para a próxima temporada. Uma coisa é fato: nunca vi uma casa tão assobrada quanto essa! Uma pousada de espíritos!
The Killing era uma grande promessa do canal AMC (mesmo de Mad Men e Breaking Bad), assim, não deixa de ser triste constatar que a série decepcionou a grande maioria do público. Dedicando toda a sua temporada à investigação do assassinato de Rosie Larsen, a season finale do programa nada respondeu, ainda deixando um gancho para a segunda temporada. Presumia-se que o assassinato da jovem Rosie seria solucionado e que, na segunda temporada, outro caso seria investigado. Quase tudo aí é verdade. Realmente teremos outro crime na segunda temporada, mas o mistério envolvendo Larsen ficou para ser desvendado apenas no próximo ano. É um tanto frustrante? É; mas não podemos criticar todo o brilhante trabalho realizado desde o início da série. Os produtores e roteiristas do programa nos enganaram. Claro! Forçar a audiência a voltar no segundo ano é um ato de covardia e desespero; desespero este infundado, já que a série tinha boa aceitação entre o público e a crítica. Aconteceu que tudo ficou com um ar arrastado; as pessoas enchiam a boca para falar que o programa era um grande engodo sem fim. Opiniões são opiniões. Considero o roteiro excelente e todo o clima (a chuvosa Seattle é o plano de fundo perfeito) fantástico. Resquícios da antiga Twin Peaks serão achados, mas compará-las é um exercício fútil. São séries diferentes feitas em épocas diferentes. Qual é a melhor? Fica a gosto do freguês.
As outras séries do ano:
07º Justified (Timothy Olyphant é um ótimo ator e seu Raylan Givens é um dos melhores personagens masculinos da atualidade).
08º Community (A série que se reinventa a cada episódio).
09º Homeland (A queridinha do ano merece os elogios a ela relegados).
10º Boardwalk Empire (Inferior à primeira temporada, e irregular em alguns pontos, mas ainda assim excelente).

Diferente dos outros anos, o 3º Pipoca de Ouro terá menos categorias. Saem as categorias de "Melhor Cena", "Melhor Personagem", "Melhor Casal", entre outras, e permanecem as mais importantes. As quinze categorias que compõem a próxima edição são: Melhor Filme, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro Original, Roteiro Adaptado, Edição, Animação, Fotografia, Figurino, Direção de Arte, Trilha Sonora e Efeitos Especiais.
Alguns pontos a serem esclarecidos:
1º - Como nas edições passadas, serão sete filmes indicados na categoria de Melhor Filme e cinco nas demais categorias.
2º - Os votantes podem fazer suas escolhas através de comentários na Lista de Indicados aqui mesmo no blog ou podem votar diretamente nas enquetes a serem criadas - logo após a revelação dos indicados aqui no blog - na comunidade da Revista Preview - Oficial (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92382958).
3º - Comentários serão bem vindos aqui no blog, nas enquetes e no tópico exclusivo do 3º Pipoca de Ouro.
4º - É permitido votar apenas uma vez. Caso o votante divulgue suas escolhas através de comentários no blog, este deve se identificar.
5º - Os indicados serão revelados no próximo domingo (25/12), às 20h.
6º - Os vencedores serão revelados no dia 15/01/2012 (domingo), às 20h.
Enfim, espero que participem. Votem e comentem! É essencial a sua participação.
Contamos com todos...
Nas categorias destinadas à TV, prefiro não comentar, já que a ausência de Breaking Bad, e sua fantástica quarta temporada, na categoria principal faz qualquer prêmio perder a graça. Feliz por American Horror Story e Game of Thrones serem lembradas.
Mas vamos aos indicados, com The Artist sendo o filme com mais indicações: seis, no total.
Cinema:
Melhor filme (drama)
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
Melhor filme (musical / comédia)
O Artista
Missão Madrinha de Casamento
My Week With Marilyn
Meia-Noite em Paris
50%
Melhor ator (drama)
George Clooney - Os Descendentes
Leonardo DiCaprio - J. Edgar
Michael Fassbender - Shame
Ryan Gosling - Tudo pelo Poder
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo
Melhor atriz (drama)
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Tilda Swinton - Precisamos falar sobre o Kevin
Melhor ator (musical / comédia)
Jean Dujardin - O Artista
Brendan Gleeson - O Guarda
Joseph Gordon-Levitt - 50%
Ryan Gosling - Amor a Toda Prova
Owen Wilson - Meia-Noite em Paris
Melhor atriz (musical / comédia)
Jodie Foster - Carnage
Charlize Theron - Jovens Adultos
Kristen Wiig - Missão Madrinha de Casamento
Michelle Williams - My Week With Marilyn
Kate Winslet - Carnage
Melhor ator coadjuvante
Kenneth Branagh -My Week With Marilyn
Albert Brooks - Drive
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo
Viggo Mortensen - Um Método Perigoso
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor
Melhor atriz coadjuvante
Bérénice Bejo - O Artista
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Shailene Woodley - Os Descendentes
Melhor diretor
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
George Clooney - Tudo pelo Poder
Alexander Payne - Os Descendentes
Michel Hazanivicous - O Artista
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Melhor roteiro
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon - Tudo pelo Poder
Michel Hazavanicious - O Artista
Jim Rash, Nat Faxon, Alexander Payne - Os Descendentes
Aaron Sorkin, Steve Zaillian - O Homem Que Mudou o Jogo
Melhor filme em lingua estrangeira
A Pele Que Habito (Espanha)
A Separação (Irã)
O Garoto da Bicicleta (Bélgica)
In the Land of Honey and Milk (EUA)
The Flowers of War (China)
Melhor longa animado
As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne
Operação Presente
Carros 2
Gato de Botas
Rango
Melhor trilha sonora original
Ludovic Bource - O Artista
Abel Korzeniowski - W.E.
Trent Reznor & Atticus Ross - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Howard Shore - A Invenção de Hugo Cabret
John Williams - Cavalo de Guerra
Melhor canção original
"Hello Hello" - Gnomeo & Julieta
"Lay Your Head Down" - Albert Nobbs
"The Living Proof" - Histórias Cruzadas
"The Keeper" - Redenção
"Masterpiece" - W.E.
TV:
Série Dramática
American Horror Story
Boardwalk Empire
Boss
Game of Thrones
Homeland
Série Cômica
New Girl
Enlightened
Episodes
Glee
Modern Family
Minissérie ou Telefilme
The Hour
Downton Abbey
Cinema Verite
Mildred Pierce
Too Big To Fail
Atriz de Série Dramática
Claire Danes por Homeland
Mireille Enos por The Killing
Julianna Margulies por The Good Wife
Madeleine Stowe por Revenge
Callie Thorne por Necessary Roughness
Ator de Série Dramática
Steve Buscemi por Boardwalk Empire
Bryan Cranston por Breaking Bad
Kelsey Grammer por Boss
Jeremy Irons por The Borgias
Damian Lewis por Homeland
Atriz em Comédia
Laura Dern por Enlightened
Zooey Deschanel por New Girl
Tina Fey por 30 Rock
Laura Linney por The Big C
Amy Poehler por Parks and Recreation
Ator de Série Cômica
Alec Baldwin por 30 Rock
David Duchovny por Californication
Johnny Galecki por The Big Bang Theory
Thomas Jane por Hung
Matt LeBlanc por Episodes
Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Jessica Lange por American Horror Story
Kelly Macdonald por Boardwalk Empire
Maggie Smith por Downton Abbey
Sofia Vergara por Modern Family
Evan Rachel Wood por Mildred Pierce
Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Peter Dinklage por Game of Thrones
Paul Giamatti por Too Big To Fail
Guy Pearce por Mildred Pierce
Tim Robbins por Cinema Verite
Eric Stonestreet por Modern Family
Atriz de Minissérie ou Telefilme
Diane Lane por Cinema Verite
Romola Garai por The Hour
Emily Watson por Appropriate Adult
Kate Winslet por Mildred Pierce
Elizabeth McGovern por Downton Abbey
Ator de Minissérie ou Telefilme
Hugh Bonneville por Downton Abbey
Idris Elba por Luther
William Hurt por Too Big to Fail
Bill Nigh por Page Eight
Dominic West por The Hour




X-Men: First Class poderia ser o melhor da franquia, mas os péssimos diálogos - a maioria ditas pelo Professor Xavier/James McAvoy - e os efeitos visuais capengas prejudicam um pouco o resultado final. Kevin Bacon está ótimo, Michael Fassbender também, mas January Jones é inexpressiva e Jennifer Lawrence atua no piloto automático. Divertido, cheio de boas referências internas e ótimas decisões. Apesar de um tropeço aqui e ali, é um ótimo filme.


A direção de Terrence Malick é, ao lado da de Darren Aronofsky (em Cisne Negro), a melhor do ano, a mais competente. Bem conduzido, com excelente fotografia e belas mensagens sobre Deus, vida, natureza e graça, A Árvore da Vida toca cada pessoa de um modo diferente. Amando ou odiando a obra de Malick, é impossível ignorar a beleza das imagens. Malick pinta quadros que beiram a perfeição. Pode não ser o melhor filme do ano, mas é, certamente, o mais belo.


A força de um protagonista, ou, neste caso, de um casal, podem salvar um filme do completo fracasso. Larry Crowne, dirigido por Tom Hanks, é um embaraço cheio de clichês e situações imbecis que não chegam a lugar algum. Cansa antes do fim. Tolo e óbvio, o filme ainda trás uma Julia Roberts totalmente sem graça e situações que não funcionam no contexto. Hanks, como sempre, esbanja carisma e Bryan Cranston merecia mais tempo na tela.

Ainda que brilhantemente dirigido, estupendamente fotografado e atuado com devoção por Kirsten Dunst, Melancolia é um pacote fechado sem muitas coisas para oferecer. Convence no seu estudo de personagem e trata a depressão, a melancolia, com inteligência e delicadeza, mas no final das contas, não chega a lugar algum, preferindo apenas mostrar os personagens conversando e se entregando, cada um, aos seus problemas. Poucas coisas acontecem e o filme não anda.


Como pode um filme tão barulhento, cheio de luzes e explosões, ser tão sonífero? Como pode algo tão vazio ter quase duas horas e meia? Repetindo sem vergonha o péssimo capítulo anterior, Transformers - O Lado Oculto da Lua recicla até mesmo pequenas cortes de cenas de outros filmes (é verdade, as provas estão espalhadas pela internet) e mantém o mesmo formato narrativo. A impressão, no final, é que estamos vendo o mesmo A Vingança dos Derrotados com algumas cenas diferentes, pois a batalha dos robôs gigantes continua monótona e idêntica às outras.


A Casa, filme uruguaio que se diz ser filmado em plano sequência (sem cortes), poderia ser chamado de "como estragar algo já ruim nos minutos finais". O filme é uma bobagem inócua que só tem a competente fotografia como bom atrativo. O diretor (que também escreveu e editou) sabota o próprio filme tornando-o ilógico. Há vários cortes escondidos durante toda a fita, tornando-o artificial em vários instantes. Têm alguns poucos bons momentos, como aquele que vem depois dos créditos, mas num todo é um enorme engodo.
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